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Passeio no Zoológico - Niten Brasília

Niten Brasília vai ao Zoológico


Leandro Ferreira

Num domingo pela manha bem ensolarado com um céu claro e sem nuvens o Instituto Niten foi ao Zoológico de Brasília para conhecer um pouco mais sobre a diversidade biológica tanto do Brasil quanto do outros lugares do mundo, já que o zoológico de Brasília possui animais dos mais variados lugares.

Como biólogo recém formado fui incumbido de ministrar uma pequena aula para as pessoas que compareceram a visita. Apesar de estarmos fora o Dojo, ainda era uma reunião do Niten então começamos com um “Rei” e após o Senpai Ricardo dar inicio a reunião me foi passada a palavra.

Já começamos vendo uma coruja buraqueira (Athene cunicularia) que faz os seus ninhos em buracos no chão e costuma atacar as pessoas que passam muito perto dos seus ninhos. Passamos por hipopótamos tomando banho de sol com as bocas abertas para que os pássaros pudessem limpar os seus dentes, jacarés, tartarugas, iguanas todos parados tomando sol para regular as suas temperaturas corporais.

Os que fizeram mais sucesso são os grandes felinos: tigres e os leões. Infelizmente eles estavam dormindo, mas uma lição importante pôde ser dada com os seus comportamentos, já que em ambiente natural onde eles têm que caçar a própria comida, eles costumam manter uma reserva de energia para uma futura eventualidade como caçar o próximo jantar ou defender o território de invasores.

Alguns dos grandes canídeos como o Lobo Guará e o Cangambá também não estavam presentes por possuírem hábitos noturnos, ou seja, eles ficam entocados durante o dia e saem para as suas atividades durante a noite, seja para caçar, encontrar uma parceira, local de ninho.

O serpentário continha algumas das varias espécies que podem ser encontradas aqui no Brasil, algumas deles venenosas o bastante para matar um homem adulto com apenas uma mordida, mas em geral elas são calmas e não atacam por nada a não ser quando ameaçadas, porém precisas e letais.

Os micos e os grandes macacos estavam mais calmos pelo fato de ter sido um dia bem quente, pois eles geralmente são vivos e alegres e gostam de brincar com o público. Eles têm uma agilidade impressionante, principalmente os micos que por estratégia de sobrevivência vivem mais nos altos das árvores e se locomovem pulando de galho em galho.

No aviário pôde se ter uma pequena idéia de quão grande é a diversidade biológica do Brasil. O zoológico tem uma grande variedade de psitacídeos, que são as araras, elas são dos mais variados tamanhos e com cores bastantes vivas. A Harpia (Harpia harpyja) é uma ave bastante impressionante ela quando de asas abertas possui uma envergadura de mais de 2 metros e é uma caçadora letal.

Por ultimo fomos ver os elefantes e as girafas. Como não são animais da fauna brasileira, eles são uma grande atração, pois a grande maioria só os vê em zoológico ou filmes. O elefante principalmente é bastante imponente por causa do seu tamanho, mas ainda assim eles passam um ar de calma e tranqüilidade.

A manha já estava no fim quando o passeio terminou e com outro “rei” encerramos o passeio e fomos nos preparar para o treino da tarde.

A intenção dessa visita ao zoológico não foi ensinar biologia para os meus companheiros, mas sim desmistificar alguns conceitos errados que todos têm, mostrar curiosidades acerca dos animais e mostrar como podemos tirar lições importantes para usar tanto dentro quanto fora do dojo: o rugir do leão que pode romper o espírito do seu oponente, a precisão da cobra na hora do bote, a força do tigre, a agilidade de um pequeno mico, a imponência de um elefante, a estratégia da girafa para conseguir comida, se conseguirmos entender e usar tudo isso dentro e fora do dojo estaremos dando um passo a frente para nos tornarmos verdadeiros samurais.

Arigatou Gozaimashita.


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