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7° Torneio Brasileiro por Equipes de KOBUDÔ - Rio de Janeiro out 2008 - Foto: Brenda Lane

Gashuku - Visão sobre liderança

Visão sobre liderança


Tiago R. Gadelha

“Ser líder não é apenas empurrar um bando de ordens impossíveis para um grupo e depois ridicularizar aqueles que não conseguem efetuá-las (...)”
Hoje, 23/05/08, os alunos da unidade Taguatinga trocaram experiências, relataram o convívio aos que não foram, aplicaram no treino os ensinamentos do Sensei... Mas há algo que não foi comentado e que não pode passar em branco: A importância de saber ser líder!!! O Sensei, dentro de sua sabedoria no caminho, escolheu verdadeiros líderes para comandar o Gashuku e achei importante relatar.

Sempre fui muito contestador das lideranças e da hierarquia que nossa cultura adota.(...) No Gashuku, através de um militar, capitão, rigoroso, fiquei feliz em ver que eu estava errado.

Ser líder não é apenas empurrar um bando de ordens impossíveis para um grupo e depois ridicularizar aqueles que não conseguem efetuá-las (...). Ser líder é saber integrar as diferenças! Já no birudô pude ver a presença do líder, senpai Ricardo Lopes, tomando todas as precauções para que a integração entre os samurais do Niten fosse feita por completo, não permitindo que nos sentássemos perto daqueles que já conhecíamos. Isso propiciou uma aproximação entre todos e, ali, com essa medida, nosso líder fez valer o significado da expressão "Gashuku" (convivência mútua em harmonia).

Durante a corrida, eu tinha medo de não conseguir, de desanimar, de não acompanhar o ritmo. Afinal de contas, um Kohai com dois meses de treino, vindo de uma vida sedentária, tinha motivos bastantes para se preocupar. Mas a figura do verdadeiro líder entrou em cena: "Quem sai junto, chega junto!";"Se eu cansar, Senki!, se eu morrer Kiai!!!". E com expressões como essas, fui acompanhando a todos que ali estavam, não importando o tempo de treino nem a graduação. (...)

Saber ser líder, também é saber descobrir lideranças, mesmo que os próprios descobertos não tenham noção disso. Eis que nosso líder, sem hesitar, me escolhe para uma das tarefas mais honrosas do Gashuku, no meu modo de ver: a execução e regência do Hino Nacional. (...) Eu jamais imaginaria que a mim coubesse tal tarefa, mas o senpai parecia tranqüilo, como se soubesse que daria certo. Eu queria sumir nessa hora. Mas samurais são fortalecidos pela perseverança, e encarei o desafio com felicidade. Bom, acabou dando certo, pois recebemos nota 7 e não teve o temido "sapinho" por erro da letra.

O líder em que me inspirei para este relato ora era Senpai: técnico, focado, concentrado; ora era capitão: correndo, comandando e pensando à frente, para que tudo corresse como o planejado; e ora era amigo, sentado lado a lado com todos, falando de diversas coisas, como filmes e histórias em quadrinhos.

Domo arigato gozaimashitá Senpai Ricardo, por me ensinar o valor da verdadeira liderança, o respeito que um líder deve ter e me mostrar capacidades em mim que nem eu sabia que existiam. Essas lições seguirão comigo por todo meu caminho, em qualquer atividade que eu vá exercer, seja no DOJO, seja na minha profissão ou na minha vida familiar.

Tiago R. Gadelha
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