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Café com o Sensei

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    28-ago-2012

    Shugyo com Sensei 13 - O Japão que os turistas não conhecem...

    O Japão que os turistas não conhecem, conheceram ou conhecerão...

    "Quando cheguei aqui no Japão depois de trinta horas de viagem, não imaginava o tamanho da diferença entre o Japão que estou conhecendo por estar acompanhando o Sensei e o Japão que um turista convencional (seria o meu caso sem o Sensei) tem condições de conhecer.

    Estar na companhia do Sensei, em qualquer lugar que seja, já é um diferencial enorme! O Sensei é um ser humano que tem o poder de funcionar como um catalisador (agente que viabiliza que uma transformação aconteça mais rápido do que ela teria condições sem a sua presença) para nós, alunos, no Caminho.

    Agora, quando o lugar é o Japão e o período de convívio é de vários dias, ..., difícil colocar em palavras, mas vamos em frente!

    Se há alguns meses eu tivesse decidido hipoteticamente viajar sozinho, ou em grupo ao Japão, provavelmente colocaria no roteiro principalmente lugares turísticos, cidades grandes, passeios de pacotes guiados e faria uma viagem, quem sabe, muito agradável, relaxante, com tentativas de fotos do tipo cartão postal e tudo bem...

    O fato de acompanhar o Sensei em um Shugyo no Japão está me dando a chance ímpar de ser orientado por um Mestre da Verdade ("da" ao invés de "de" para ressaltar o que para mim está claro: o Sensei busca a Verdade última do Caminho, a única na minha opinião que faz sentido!). Graças às orientações do Sensei, estou tendo oportunidades de observar e conhecer hábitos, valores, crenças e a lógica dos japoneses para muitas coisas. Sem julgamento de valor sobre as diferenças e/ou as semelhanças para o Ocidente, é no mínimo muito enriquecedor perceber o que são diferenças e semelhanças, estar atento a elas já é, em si, uma grande coisa!

    Vamos ver alguns exemplos para tentar ilustrar o que estou querendo passar.

    O Sensei já no início da viagem disse para eu prestar atenção à forma e à qualidade do atendimento das aeromoças da companhia aérea brasileira e da japonesa. Minasan(gente), as diferenças são gigantes!

    As aeromoças japonesas são gentis, estão sempre sorrindo, abaixam-se para conversar com o cliente que está sentado na poltrona do avião na mesma altura de seu rosto e aparecem em até 30 segundos depois que a gente aperta o botãozinho de "chamada de comissária". Será que as aeromoças japonesas não têm problemas particulares, não ficam doentes de vez em quando, não têm um dia difícil com a família ou o namorado? É claro que elas também têm! Mas nada disso afeta seu profissionalismo na hora de trabalhar como parece afetar suas colegas ocidentais.

    Será que todos os profissionais japoneses agem com tanto profissionalismo? Acho difícil, mas na média, creio que será difícil encontrarmos o mesmo alto nível fora do Japão.

    Bem, essa comparação poderia ter sido testemunhada em uma viagem "solo", mas nem de longe eu estaria vendo sozinho o que é andar de trem (seja o "pinga-pinga", seja o trem bala). Mesmo falando Inglês é super difícil traçar rapidamente um roteiro de trem e cumpri-lo sem ficar "batendo cabeça". Além disso, conhecer sozinho em poucos dias o local do Hagakure, a ilha de Funajima e a caverna onde Musashi Sensei escreveu o Livro dos Cinco Anéis, parece a idéia de um décimo terceiro trabalho de Hércules para qualquer turista, falo sério!

    Enfim Minasan, quero apenas concluir que conhecer Mestres, lugares muito particulares e o dia-a-dia de alguns habitantes locais por onde acompanho o Sensei não aconteceria se eu estivesse só, ou participando da melhor excursão guiada disponível no mercado para se visitar o Japão.

    Tudo isso, fora o privilégio de contar com a orientação do Mestre e os insights que esse convívio único pode nos trazer e ser muito útil para toda a vida!

    Domo Arigato Gozaimashita ao Sensei pela generosidade e pela energia!
    Domo Arigato Gozaimashita aos deuses pela sorte!"


    Sanches - unidade Vila Mariana/Templo Nikkyoji

     












     




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