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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei


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14-mai-2013

Dia das Mães



Após os Momentos de Ouro deste sábado, recebi o email de um aluno que, tocado pelas minhas palavras, externou seu sentimento, solicitando compartilhar com todos.
Ao meu ver, este sentimento nobre e raro hoje em dia deve ser seguido como exemplo por todos que buscam a paz interior.
Realmente, não vale a pena perder tempo.


"SHITSUREI SHIMASSU, SENSEI,
KOMBAWÁ,

Gostaria de fazer um pequeno relato do que refleti sobre o Momento de Ouro onde o SENSEI falou sobre seu próprio SENSEI, de quase noventa anos, que estava triste por não ter mais a presença dos pais.
Na hora fiquei bastante emocionado e, refletindo sobre isso, lembrei-me de uma coisa que meu pai me disse em seus últimos meses de vida.
Por causa de um câncer, minha mãe nos deixou assim que entrei na faculdade e pelo Alzeimer, meu pai, alguns anos depois. Atravessei o inferno com cada um deles, em toda a dificuldade que essas duas doenças trazem, cuidei deles até onde foi possível.
Um dia, meu pai, em um raro momento em que lembrava quem eu era, me disse: ”Obrigado por tudo”.
Alguns achavam minha paciência e compaixão como um gesto nobre. Outros, de acordo com suas religiões, achavam que eu estava garantindo meu lugar no céu.
Nunca pensei assim. Nunca fiz nada disso. Na verdade acho que fui até um pouco egoísta. A verdade é que, mesmo em meio a todo o sofrimento que eles passaram, cada vez que eu podia sentir sua ternura e tê-los como exemplo, mesmo ali, era como um pedaço do paraíso pra mim e eu queria aproveitá-los até os últimos minutos.

Como poderia ele me agradecer se eu é quem estava ganhando? A verdade é que eu sempre precisei deles, doentes ou não.

Como hoje no dia das mães.

ARIGATÔ GOZAIMASHITA, SENSEI, por me lembrar sempre de todas as coisas realmente importantes na vida.
SAYOUNARÁ"

João Paulo - Unidade Vila Mariana
 


Momentos de Ouro do sábado 11 de Maio de 2013 (escrito por Mestre Risuke Otake ao Sensei)


 

10-mai-2013

Shin Hagakure 3ª edição 2 - Valeu


Ao escrever este parágrafo, já me encontro aqui no Japão.
Aqui há professores que se recusam a cantar o Kimigayo (Hino nacional japonês) ou hastear o Kokka (bandeira) por serem influênciados pelo Nikkyosan, corrente educacional orientada pelos comunistas
antes da guerra e que incita à aversão a qualquer manifestação cultural antiga, acusando-a de conservadora e nacionalista pró imperador.
Chegamos a tal ponto onde uma multa é inferida ao professor que recusar a cantá-lo. Na realidade, a coisa é mais complicada e não me cabe explicar aqui.

Bem, o que eu quero lhe dizer é que um dia  este livro será traduzido para o japonês. E, quando este dia chegar, como tudo de novo que chega para mudar, haverá alguns que aplaudirão, outros que criticarão. Todos, estejam em seus equívocos e incompreensões ou não,  dando as suas  opiniões. Opiniões de quem nunca passou pelo treinamento austero, pela tradição ou convívio com os últimos samurais, estes já não mais vivos atualmente. Vozes.
Mas tudo bem. O que mais importa é que, sem querer ser pretencioso, cedo ou tarde, eles, os japoneses, compreenderão o que estou dizendo e se orgulharão do sangue guerreiro que correm em suas veias.
Havendo esta compreensão, mesmo que agora distantes, serão gratos aos seus ancestrais Samurais, fazendo valer no seu dia a dia, como na prestação de seus serviços, os seus legados.
Continuarão na busca em serem os melhores. Perfeição. Respeito. Honra.
E, se isto acontecer, só por isto já valeu este livro. Já valeu a minha vida.
As pessoas serão mais felizes.



Sensei com a primeira bandeira do Japão no Brasil que desembarcou do navio Kasato Maru em 1908. Evento de celebração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil no Memorial do Imigrante da Mooca, São Paulo.

 

08-mai-2013

Shin Hagakure 3ª edição 1 - Japão


Neste exato momento em que faço a revisão da 3ª edição do Shin Hagakure, estou a bordo de uma companhia aérea japonesa nos céus da Europa a caminho de mais um de meus treinamentos no Japão.
Eu sinto, vejo e constato: o Japão dá de 10 a Zero no quesito de prestação de serviços em comparação a qualquer uma companhia do ocidente: além de ser bem atendido, tudo funciona, se compararmos com o nosso continente.
A formalidade, o cumprimento, o respeito, a disciplina, a compaixão e tudo o que for necessário para um melhor atendimento incorporados em cada uma das atendentes.
A poltrona, a refeição e até a atenção "VIP" dada pelas atendentes que se equiparam ou até superam a classe executiva de uma companhia aérea do ocidente, reforçam o que eu sempre disse: o Japão ainda é o melhor no que faz.
Mas não é esse o ponto onde quero chegar...
O que esta nova geração de japoneses nao sabem é que se eles são o que são, é porque existiu uma cultura e gerações de homens, seus ancestrais, que souberam como educar e treinar a fazê-los com eficácia e perfeição. Estes ancestrais estiveram no seio da sociedade durante mil anos influenciando a sua metodologia de pensar, sentir e executar: foram os Samurais.
E por que os jovens de hoje  não sabem de onde veio toda esta habilidade? Porque esqueceram. Deixaram esta cultura em busca das novidades do ocidente. Em troca de proteção militar, abriram mão do que há, de tão importante quanto a defesa de seu país, a própria identidade. A cultura. Não tem jeito. Não podemos culpá-los.
Pois bem, imagine que na minha infância, os meus colegas descendentes se recusavam em aprender o japonês e achavam que o treinamento com espadas era assunto de "ditchan e batchan"(vovô e vovó). Ou seja, brega.
Os tempos se passaram e eu continuei remando contra a maré e pasmem, em ritmo acelerado.
(Continua)





 

06-mai-2013

Hidensho 32 - Chuva de Meteoros

"Lá estava o Sensei com Jodan nito (posição de duas espadas com a maior voltada para o céu). Quando sem que eu perceba e com a defesa nula, me chega a "chuva de mens (golpe sobre a cabeça)". Essa "chuva" não era como as garoas de São Paulo ou as tempestades torrenciais do Amazonas, assemelhavam-se mais a chuvas de meteoros. Quanto mais tempo permanece na sua área, mais rápidos e destrutíveis tornam-se. Esta noite foram incontáveis os meteoros que alcançaram seu destino com destreza e perfeição. Estes vindos de todos os lados destruindo minhas defesas e proteções.
Logo, perdi meu men e fui decapitada pela "chuva".

Arigato Gozaimashita"

Laura Caous (Unidade Ana Rosa)


Os astrônomos devem saber mais detalhes sobre se ficarmos na mesma área, passamos mais perigo com os meteoros.
Mas, para aquele que me acompanha já deve ter lido os testemunhos de vários que "levaram 10 mesmos golpes consecutivos" ou outros semelhantes.
Imagino que, tal como um deles (CS 12-abr-2013 - Jogadas Cantadas) não seja raro achar que se trate de mentira ou bajulação, pois "tomar 10 golpes um atrás do outro e "ainda" o mesmo golpe"??!!
-Não. Não é possível. Não existe - eu também diria.
A realidade é que estes fenômenos simplesmente aconteceram.
E os testemunhos estão nos Cafés com o título de Hidensho.
Cabe a cada um acreditar se os segredos do Shingi Hidensho fazem os meteoros caírem no mesmo local, ou não, mas o mais importante é conhecê-los enquanto estiver treinando o kenjutsu combate.
Deixar este mundo sem conhecê-los será lamentável a quem se propôs a trilhar o Caminho da Espada.
Lembre: O maior mérito está em conhecer os segredos para vencer e não apenas em ganhar medalhas ou graduações.


"Criança treina o Kata de Miyamoto Musashi"

 

02-mai-2013

Hidensho 31 - Gyakute


"Último dia de Shugyo (treinamento intensivo), como de costume treino matinal no Hokkaido.
 
Lá estava eu e Sensei para mais um treino, no quinto dia de treino minha ansiedade começou a diminuir um pouco, quando estamos na frente do Sensei geralmente não ficamos relaxados, estamos sempre tensos, dessa vez me senti um pouco mais confortável e como seria nosso último treino matinal teria que dar o melhor de mim.
 
Após Sensei utilizar diversos Kamaes (posição de combate) na luta, me apresentou outro segredo, o Kamae invertido (Gyaku) fiquei surpreso quando ele pegou a shinai (espada de bambu) com a mão invertida e apontando para baixo, pensei comigo, agora vai ficar fácil. Parti pra cima disparando golpes e Sensei como grande mestre que é, defendia e atacava rápido e eficaz, em questão de minutos havia me aplicado 10 golpes consecutivos. Vi o impossível acontecer: Sensei conseguia fazer 3 coisas ao mesmo tempo, defendia-me, imobilizava e aplicava Men (crânio), depois utilizou uma técnica mortal aplicando Tsuki (estocada na garganta). Ali, naquele momento meu lado de conforto caiu por terra, fui pego de surpresa por um Kamae inimaginável e eficiente, um Kamae que aos meus olhos parecia insuficiente contra uma Shinai.
 
Saio feliz pelos dias de Shugyo, pelos ensinamentos, pelos segredos do Caminho, pelas conversas e, com toda a certeza, digo a todos os alunos do Niten que estamos sendo treinados por um mito que um dia se tornará uma lenda assim como foi Miyamoto Musashi Sensei.
 
Terminei o Shugyo emocionado por ter treinado esses dias ao lado do que há melhor no Mundo em Kenjutsu."
Terres - Porto Alegre


 
Antigamente, quando eu era criança e ainda existiam as salas de cinema no bairro da Liberdade, íamos para assistir aos domingos. Cine Niterói, Nippon e Joia...

Muitos dos filmes de samurai, chamados de "jidai geki", apresentavam técnicas que hoje são executadas em danças ou teatros e que nada tem haver com a realidade dos combates de kenjutsu. Apenas "técnicas" surgidas da imaginação de seus diretores.
E uma delas era a de segurar o cabo com a mão invertida "gyakute", ou seja, com a ponta mais próxima ao dedo mínimo.
Aparecia nas telas. E muito.
Durante muito tempo isto ficou na minha mente como sendo um "chanbara", ou seja, "teatrinho".
Qual não foi a minha surpresa há alguns anos, constatar que esta técnica realmente existiu o que, como todas as outras, induziram-me a testá-la em combate. A surpresa ainda maior foi constatar que se trata de uma posição desconfortável à primeira vista, mas durante alguns anos de treinamento, torna-se eficaz e assustadora contra o oponente.
 




Do do Sensei

29-abr-2013

TRK 2013 - São Paulo 3 - Sentimento em movimento

Torneio Regional de Kobudô 2013 - São Paulo





26-abr-2013

Dia do Samurai 3




24 de Abril, Dia do Samurai na unidade Ana Rosa, São Paulo, cantando o Hino do Niten.



Ao redor do painel Dia do Samurai e Virtudes do Bushido.



Sensei Jorge Kishkawa e William Woo, que comemorou junto conosco o Dia do Samurai, instituído por ele, como vereador, em 2005 no município de São Paulo.



Brasil-Japão: Alunos do Niten e crianças do Japão que ficaram impressionadas com o painel.

 

25-abr-2013

Dia do Samurai 2


Painel feito em comemoração ao Dia do Samurai em São Paulo.
No painel os kanjis de Samurai 侍,  Dia 日, e ideogramas das virtudes dos Samurais que celebramos neste dia.




24-abr-2013

Dia do Samurai 1




Hoje, 24 de abril, o dia em que se comemora o Dia do Samurai, fiz a minha prece.
Acendi o incenso e agradeci os anos de minha vida por todos estes anos repletos de momentos felizes: meus pais, minha família, meus mestres, meus alunos e todos os de bem que cruzaram em meu Caminho.
E, hoje, ao abrir o meu calendário budista, dia 24 de abril, me deparei com esta mensagem que sintetiza o meu sentimento para com todos os que me enviaram as mensagens e presentes:

"Nada tenho para lhe oferecer.
 Ao menos fique com o meu sorriso
do fundo do coração"
Nissen Shounin

Fiz então esta imagem de manhã cedinho...
Omedeto a todos os Samurais!






23-abr-2013

TRK 2013 - São Paulo 2 - Lágrimas de um Samurai

Torneio Regional de Kobudô 2013 - São Paulo









 

"As Lágrimas de um Samurai.

Um Samurai deve estar sempre atento aos imprevistos que o cotidiano nos impõe, nosso treinamento nos condiciona a agir instintivamente às situações adversas que a vida nos apresenta a cada momento, treinamos para sermos imbatíveis, treinamos para derrotar nossos inimigos externos, treinamos para superarmos nossos temores, nossas deficiências e nossas incertezas.
Fui vencido pela emoção.
Ao sermos homenageados (Sempai Adeval e eu) no TRK em São Paulo, pelo exmo deputado William Woo*, tremi na base, mais que enfrentar os Senpais em lutas, mais que agüentar os treinamentos lights, mais que superar meu próprio corpo a cada momento, tremi.
Esta homenagem, foi devido ao nosso comprometimento junto ao ex-projeto (como considero agora) Unidade Niten Virtudes em passar a jovens de comunidades mais afastadas, os conceitos e a filosofia da cultura Japonesa.
O Niten, modifica as pessoas e com este espírito procuramos melhorar os jovens, em respeito, disciplina, sentimentos de honra, lealdade e hierarquia. Com a dedicação do Senpai Adeval acredito que estamos alcançando os objetivos.
Ser homenageado foi uma sensação indescritível, passando de uma concentração para a Batalha, para lágrimas copiosas dentro do MEN (golpe sobre a cabeça). Vencido pela emoção.

Domo Arigato Gozaimashita a todos!

Mas não mereço tanto, eu é que agradeço todos os dias por ter a possibilidade de passar “aos meus meninos e meninas” um pouco da realidade da vida, calcado nos ensinamentos que recebo no NITEN.
Como disse o deputado William Woo, eu que agradeço imensamente: “A felicidade está em contribuir para um bem maior, no sentimento de ajudar e auxiliar a sociedade”.

Domo Arigato Niten
Domo Arigato Sensei
Domo Arigato Senpai Adeval
Domo Arigato a Todos do Niten
"
Osmar - Unidade Guarulhos

*William Woo instituiu, ainda como vereador em 2005, a primeira lei de Dia do Samurai no município de São Paulo, seguido depois por outros municípios e estados do Brasil

 





















































 




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