Outro lado
Iratam Bezerra
Madrugada de quinta-feira e o avião levanta vôo, estamos saindo de Fortaleza, eu, Michael, Tássia e sua mãe. Destino: São Luis.
Turbulência na viagem, chegada tranqüila.
Hotel.
Problema: Augusto, outro aluno de Fortaleza que saíra antes para ter oportunidade de pegar todos os treinos, estava doente. Chegamos por volta de 02:00 e ele estava acordado, nos disse que não aconteceu o treino previsto de quinta, porque a estrada atrapalhou a viagem da comitiva de Belém (problema 2). Ora e o que seria a vida sem os percalços para resolvermos?
Dia seguinte treino! Fiquei bastante impressionado com a garra do pessoal de São Luis e de Belém; tive a oportunidade de conhecer as simpáticas figuras do Senpai Willy e de Tufão, assim como de todos os outros, como por exemplo de Xavier.
Puxando o treino Senpai Tamar orientou e coordenou as lutas.
sábado. Torneio. Só lá tive a oportunidade de ver Senpai Tamar lutando (no dia anterior tive a oportunidade de lutar com todos os alunos de Belém).
Fim do torneio. Volta à Belém. Senpai Tamar 'muda-se' para nosso quarto para que possamos esperar o embarque para Fortaleza de madrugada.
Foi deste ponto em diante que tive contato com a parte que mais pude conhecer do Senpai Tamar: o Senpai fora do Dojo (a pessoa). Infelizmente por conta dos dias de treino, das minhas aulas na especialização e da viajem em missão para Teresina não tive muita oportunidade de 'drenar' o que o Senpai Tamar poderia me proporcionar.
Seriedade e postura no Dojo, força e presença de espírito nos Katás; tudo isso ficou absolutamente claro desde o início. Mas o que realmente chamou atenção foi a pessoa descontraída e cortês que é o Senpai fora do Dojo.
Sempre atencioso e bem-humorado o Senpai Tamar provou mais uma vez que seriedade, comprometimento e as chamadas de atenção próprias de alguém que investe seu tempo em ensinar outras pessoas; não são sinônimos de mau humor ou falta de educação. Pelo contrário, são demonstrações de respeito, atenção e preocupação com a evolução de quem dá a outro a responsabilidade de tutoria-lo.
O que faz alguém treinar tanto tempo, viajar por tantos dias para transmitir a outras pessoas (que não conhece) ensinamento?
Dedicação, comprometimento, amor pelo que faz, preocupação em melhorar as pessoas. Talvez sejam algumas das coisas que fazem alguém se empenhar em objetivos como esses.
Shitsurei shimashita Senpai Tamar, por não ter podido participar da forma como queria dos treinos.
Domo arigatô gozaimashitá por sua vinda, disposição em nos fazer avançar no treinamento e disponibilizar seu tempo a serviço do Instituto Niten e seus alunos.
Domo arigatô gozai másu Sensei Jorge Kishikawa por agregar pessoas tão boas a nossa volta e em nossas vidas.
Iratam Bezerra de Saboia,
Aluno do Niten Fortaleza