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Gashuku - Treinamento Intensivo em Belo Horizonte - 20 e 21 de Junho de 2009

Princípios

Relato sobre o Gashuku em Junho de 2009


Mateus Tolentino

Kon-nichi-wá, senpai.

Este foi meu primeiro gashuku, e certamente uma das experiências mais intensas desde a minha entrada na unidade. Uma série de eventos me fizeram confrontar ideias que eu tinha desde muito tempo, e, pelo motivo de estar aberto a todas elas, pude constatar (ou deixar de fazê-lo), na experimentação das coisas, os dogmas que davam sustentação a uma determinada perspectiva da vida. Assim, fui aprendendo e me aprimorando, desde aquela sexta-feira em que nos encontramos com o Dr. Paulo, até os momentos finais do nosso treino intensivo.
Vi como um treinamento meditativo pode trazer benefícios, eu que me formei numa visão protestante; a questão de se dar e realmente acreditar em um projeto etc, tudo isso foi de certa forma importante.
Agora, duas coisas me marcaram profundamente. Uma, a minha experiência como autoridade, da qual eu fui imbuída por delegação do senpai (por exemplo, como chefe de quarto); experiência nova e que fez estreitar os laços de amizade entre os companheiros do quarto. E segunda, foi ver algo puramente sublime acontecer por parte do senpai, algo que se define pela extrema bondade humana e força da vontade. O acontecimento foi tão especial justamente por ter sido em um momento inesperado, algo que em outras circunstâncias não iria surtir o mesmo efeito. Naquele momento, aí sim, pude experienciar uma condição nova, que, apesar e por conta de toda a minha sensibilidade, deu um sentido diferente para a minha vida no instituto, e, em última análise, para a minha vida por completo.
Posso ver que, agora, a minha vida, e a do próprio Instituto Niten, começam pouco a pouco a convergir para o mesmo lugar, a se misturar, se confundindo, até o tempo em que será impossível discernir uma coisa da outra.
Fico feliz em ver o resultado dos meus esforços e saber que sou considerado, e ter consciência do meu valor, que por muito tempo coloquei em xeque por conta mesmo das contingências.
Por último, gostaria de dizer que, a respeito de uma formação específica, essa talvez possa ser a contribuição de cada um de nós; se falamos línguas diferentes é justamente porque aprendemos e nos formamos diferentemente. No entanto, temos um Caminho único e compartilhado que seguimos, e tenho a certeza de que o Caminho comporta todas essas variantes, que são, no fim, nuances e matizes da personalidade. E não podemos nos esquecer que tudo isso está presente naqueles Sete Princípios do bushidô, principalmente o da Educação.
A nossa nação precisa de guerreiros de princípios, e o Niten parece prover o Brasil com um projeto e com homens de valor comprovado.

Domo arigatô gozamaishitá


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