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Samurais também bebem chá!

por Pinheiro - AM/Manaus - 15-mar-2011

Nesta quarta, dia 23 de fevereiro, sempai Madeira e sempai Takeshi nos proporcionaram um pouco da cultura japonesa organizando uma Cerimônia do Chá na Nippaku, a primeira de uma serie de futuros eventos. Fomos muito bem recebidos pela Sensei que preparava o chá, sendo assim a anfitriã da cerimônia, sua ajudante e as outras pessoas que ajudaram na organização...

A cerimônia foi iniciada com um discurso do sempai Madeira relacionado ao Bum Bu Ni Do, os dois caminhos: a pena e a espada, que sempre devemos treinar não só a técnica, mas também a mente e o espírito. Com ajuda de uma interprete, já que a Sensei não falava português, nos foi explicado o que estava acontecendo, o nome dos objetos, do que eram feitos, o porquê e como cada movimento era realizado.

Na primeira rodada para beber o chá estavam duas organizadoras e o sempai Madeira. Ensinaram-nos que antes de beber o chá, que podia ser de um tipo grosso ou mais fino, come-se um pedaço de doce relacionado a cada estação do ano e ao tipo do chá servido para ajudar no gosto forte do chá, faz-se um sinal de agradecimento pelo doce, retira o doce da bandeja e o come. Logo após o chá era servido pela ajudante, a uma pessoa por vez, e quem vai beber mostrava a tigela às pessoas ao lado, pedia licença para a da direita que iria beber  depois dela e para a da esquerda que iria beber antes, por último à Sensei, e só então bebia o chá. Curioso que na cultura japonesa faz-se barulho ao beber para mostrar que está apreciando o chá, e não pode deixar nenhum restinho pois a anfitriã interpretará que o chá estava ruim.

Terminada a primeira rodada, os participantes saem e entram outros, mas uma intercorrência nos interrompeu: a luz acabou mas, rapidamente, providenciaram velas e uma lanterna, e com isso algumas pessoas que chegaram atrasadas por conta das aulas na Nippaku tiveram que ir embora, pois acreditávamos que a luz não voltaria tão cedo. Uns 15 minutos depois, a luz voltou numa parte da Nippaku e quando foi providenciado um lugar mais fresco para continuarmos, a luz voltou em todo o lugar e foi dada continuidade à cerimônia.

Os próximos foram eu, meu irmão Bomfim e Danilo-san. A sensei  fez o chá enquanto uma das organizadoras nos ensinava o que devíamos fazer. Eu fui primeiro, estava nervoso, quase não fiz barulho e deixei um restinho de espuma do chá - o que deixou constrangido -, pois a Sensei viu e comentou com sua ajudante, depois a vez do Bomfim que se mostrava calmo, mas sabia que estava nervoso, pois sua mão tremia muito, e por último Danilo-san.

Foi chamado mais um grupo e enquanto eles degustavam a interprete nos falava que existiam três grandes estilos de chá, que o da Sensei era um estilo criado pelos samurais por isso ela se portava do jeito que os homens  fazem, a mesa onde ela preparava o chá era feita para os ocidentais e na realidade toda a cerimônia era feita em tatames, a anfitriã não conversava com os convidados a não ser que fossem pessoas muito intimas dela, que pedíamos licença aos outros convidados antes de beber pois os daimyos as vezes tomavam chá com os samurais, sendo uma grande honra e por isso tem que ter educação, entre outros detalhes que nos foi explicado.

Terminado a cerimônia, agradecemos à Sensei e a presenteamos, conversamos um pouco com ela, uma pessoa realmente muito calma e feliz, transpassando um sentimento de muita paz, e ela nos disse que gostaria de passar seus conhecimentos a alguém o que nos deixou muito interessados, e lembrando-me do meu ocorrido falei com a interprete que me ajudasse a pedir desculpas pelo que fiz, pois o chá estava realmente bom mas fiquei nervoso, mas ela disse que não tinha problema, que a Sensei sabia que não tínhamos experiência e não se sentiu ofendida, sua ajudante até brincou comigo dizendo que também errou bastante.

Cerimônia encerrada, agradecimentos feitos, arrumamos a sala utilizada e fomos fazer um lanche rápido. Conversamos sobre o ocorrido e mais algumas coisas e demos por encerrada a noite. Algo que nunca vou esquecer e que certamente repetirei quando tiver a chance, gostei muito do que aprendi e realmente me senti como se tivesse dado um passo para me tornar algo melhor.

Arigato gozaimashita sempai Madeira e sempai Takeshi por nos proporcionar tal experiência.

Arigatou gozaimashita ao Niten por tudo que aprendo e que me faz evoluir como pessoa.

Sayounara!

Pinheiro (Unidade Manaus)

Tags: Tradicional, Evento, ArteCultura,


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