Ir para o Conteúdo
imgcentral
Gashuku com o Sensei no Niten Rio - Junho de 2011

Gashuku - Junho 2011

05/jun/2011

Palavras dos Alunos sobre o Treinamento Intensivo




"...Neste gashuko (05/06) no RJ pude ter a enorme experiência de lutar com o sensei duas vezes, a primeira foi de Itto a segunda de Nito. O resultado como era experado foi decepcionante. Decepção por eu não ter conseguido fazer nada, quanto mais eu atacava quanto mais eu pensava quanto mais eu formava uma estratégia mais eu ficava exposto a todos o tipo de golpes possíveis e imaginários. Porém aflorou em mim um sentimento que a tempos eu havia deixado morrer que foi a esperança, esperança de algum dia eu consegui acertar um único golpe no sensei. Domo Arigató Gozaimasthá Sensei porque eu aprendi que é na decepção que nasce a verdadeira esperança. Estar perto do sensei é ter a honra e o privilégio que poucos tem de estar em continuo aprendizado e evolução."




"...O gashuku foi otimo, 3 horas fazendo luta de bogu foi a melhor coisa que eu ja fiz. ( e com supervisão do Sensei o nosso espirito ficou mais combativo, com mais SHIN TCHO).
No iai jutsu senti uma grande evolução, sempre achei o meu iai fraco, mas de alguma forma acredito que eu tive um MITSUKETA, talvez não na tecnica mas no meu espirito.
E também fiquei muito feliz quando o Senpai Wenzel me passou a honrosa missão de levar o Sensei ao aeroporto, nós conversamos sobre coisas do "mundo flutuante" e coisas do BUDO, e na fila do aeroporto para comprar a passagem, o Sensei me disse que era realmente feliz por trabalhar com isso, ensinando o KOBUDO e o BUSHIDO à nós, alunos. Pois nesse trabalho o Sensei faz o que gosta de fazer e ao mesmo tempo mantem a saude fisica e mental. Quando eu voltava para minha casa, eu descobri que eu também sou feliz trabalhando para o NITEN, pois também estou fazendo o que eu gosto. ( outro MITSUKETA).
Cheguei em casa com um sorriso de uma orelha a outra, me sentindo realmente feliz e realizado e digo até ILUMINADO. Pois a felicidade não se compra, se ganha, seguindo o BUSHIDO.
Arigatou gozaimashita. "




"...O gashuku começou pra mim já na hora de sair da cama, frio, sono mas pensei: "Sensei esta acordando agora também e aposto que não esta reclamando" rsrs Chegando la, vi que o dia seria, cheio e bem proveitoso, todos estavam ansiosos e prontos pro dia q estava por vir. Pra mim o gashuku foi um pouco diferente, não pude colocar bogu, mas também treinei! Aproveitei cada segundo do gashuku e treinei minha mente, me sinto um pouco mais madura em certos pontos que eu pecava muito no treino, como por exemplo, controlar mina ansiedade. Valeu muito a pena, sempre vale, estar com o Sensei é sempre uma oportunidade única, aprende-se muito em cada detalhe, na convivência, no bogu, nos katas, no birudo, cada momento passa uma experiência nova..."




"...Domo arigato gozaimashita, pela aula de leveza no combate de domingo!
Não lutava com o Sensei há tempos e me impressiono sempre pela serenidade e consciência da lógica de espada. Tudo muito leve e tranqüilo! O Sensei deve saber onde a gente vai atacar só de ver como nos mexemos....
Não sei se é isso, mas no futuro quero ser assim
também! "




"...Foi ótimo vivenciar um domingo diferente, aprendendo sobre Bushido e Kobutô. Como um jovem estudante/profissional vivo em mundo atribulado (ou flutuante como diria Yamamoto Tsunetomo), e no Niten aprendo a ter mais clareza nas minhas escolhas. "




"...O Gashuku aqui no Rio foi muito gratificante. Esperei a semana inteira para treinar com o Sensei, até porque sabia que seria puxado, só não esperava que seria puxado também para o Sensei. Esta é a primeira coisa que realmente me impressionou. Por mais que já tenha participado de intensivos, torneios, kangueikos(treinamento de inverno), shugyo(sacerdócio na espada) e diversos outros eventos, nunca tinha visto o Sensei lutar com mais de 40 alunos... duas, tres vezes! E não era só "ippon"(valendo um ponto), mas um keiko(treino) de alguns minutos onde o Sensei ainda corrigiu e explicou. E ainda por cima machucado. No final o Sensei comentou comigo "O meu kimono está bastante molhado!", isso porque estava frio, imagina se estivesse quente! Acho isso uma lição para alunos e mestres de todas as artes marciais e até de modalidades esportivas, oprofessor suar a camisa e mostrar como se faz , e não ficar apenas sentado, calado, olhando o treino de longe.
A segunda coisa que gostei muito, apesar de ter me cansado bastante, foi a 1 hora de Iaijutsu, que até passou rápido, mas no dia seguinte parecia que tinha feito sapinho o domingo todo. Durante toda essa 1 hora, ficamos todos fazendo katá, com mínimas pausas de demonstração do Sensei. Não sei quantos katás(sequencias de movimentos pre estabelecidos) fizemos, mas foram 5 diferentes sequências, durante uma hora, logorepetimos cada katá durante mais de 10 minutos ininterruptos. Isso foidepois de já termos feito 3 horas de kenjutsu. Acho que consegui fazerboas sequências e aprendi algumas técnicas, quase sem querer, no meio das repetições. Todos estavam muito concentrados e ninguém quis parar muito para descansar o joelho ou algo assim, então o clima também ajudou a focarmos no treino. Foi ótimo!
Ainda treinamos Katás de Niten Ichi Ryu e lutamos mais um pouco, tentando aplicar técnicas que vimos com o Sensei nas lutas anteriores. Outra coisa que sempre me esqueço é que lutar usando estes diferentes kamae(posiçoes) e golpes não é fácil como o Sensei faz parecer quando luta, senti que ainda tenho um longo caminho pela frente para assimilaras novas técnicas.
No final do treino, os Momentos de Ouro. Realmente de Ouro, pois o Sensei nos passou bastante conhecimento sobre Kenjutsu, samurais, técnicas,história e sobre nós mesmos, o Instituto Niten. Acho que os alunos que ainda não conheciam o Sensei ficaram impressionados, e eu mesmo que já conhecia me impressionei com as palavras sinceras de meu mestre.
Tive também a oportunidade de conversar com o Sensei no almoço e depois no jantar final. Aproveitei para fazer algumas perguntas (não muitas para não ser um incômodo), mas algumas para saciar um pouco da minha sede de conhecimento e aproveitar a oportunidade de "beber direto da fonte". Todos confraternizamos juntos, e foi muito bom conversar com todosnossos colegas de unidade e nosso Sensei, sobre todos os assuntos, desdetécnicas até algumas bobagens.
O Sensei deixou de passar tempo com sua família, com seus afazeres, com seu lazer, com seu descanso, com seus outros alunos das várias outras unidades, para estar no Rio e treinar conosco, nos ensinar, nos mostrarum caminho. É por isso que, inevitavelmente em todos os e-mails, relatos e impressões, sempre terminamos com as mesmas palavras:
Arigatou gozaimashitá "




"...Fica difícil descrever as expressões, sentimentos e conhecimentos adquiridos num simples texto, parece que foi uma semana inteira de treino pesado, foi meu primeiro Gashuku. Eu estava tão concentrado que só notei as bolhas nas mãos e pés durante o banho quando a água nelas bateu. Era uma tensão tão grande em querer fazer o certo na primeira vez que coloquei como meta no Iai fazer pelo menos dez sequencias bem executadas de cada uma que o Sensei pediu... Melhorei muito minha percepção dos katas no Iai, o que me fez entender que tenho muito ainda a trilhar.Digo ao Sensei que dei tudo de mim nesse Gashuku, quando eu sentia o nó afrouxar, eu apertava ainda mais pois naquele dia os limites tinham ficado do lado de fora. Naquele dia o mundo flutuante não existia, somente o Mestre e seus 47 alunos...."




"Gostaria muito de agradecer pelo Gashuku inesquecível realizado aqui no Rio. Estou no Niten há quase um ano e foi a primeira vez que participei de um treino como esse.
No iníco um frio passava pela minha espinha, não só pelo clima, mas por causa da presença do Sensei. Esse frio não demorou muito a ir embora. "Bogu tsuke" e pronto, cada amarração fora como colocar o espírito no lugar e manter o foco para o que viria. Tare, Do, Men e por fim o Kote. O frio naquele momento era uma mera marca do passado recente. Um "Onegai shimassu!!!" com o Kiai elevado seguido pelo primeiro golpe. O sangue já fervia. No momento era só na luta e na estratégia que pensava.
Muitos golpes certos, errados, defesas e surpresas com ataques inimaginados até o momento. O frio só voltou rapidamente na luta com o Sensei, mas sucumbiu com o kiai e a adrenalina. Parafraseando senpai Wenzel, recebi um Kakarigeiko. Golpes rápidos e certeiros que me fizeram perceber as falhas de um kote aberto ou do tsuki sem defesa (caso já pudesse levar). O kiai estava ao extremo, não só o meu como o de todos. Era preciso viver aquele momento, dar o melhor de si com todos. Os gritos se tornavam um. E assim o treino seguiu, com o espírito elevado.
No fim, todos demonstravam alegria de um treino fantástico, a exaustão ficaria pra depois. Era o momento de reunião, de desconcentração, de tirar a máscara. As dores não importavam, as bolhas no pé não faziam efeito. Uma comemoração acalorada, que transformou o frio da manhã no calor da noite, encerrou o inolvidável Gashuku."




"Dizem que quando sonhamos em alguma lingua estrangeira é porque ela já faz parte do nosso cotiano e portanto já aprendemos o básico, incorporando-a de coração. Esta noite sonhei que estava no dojo, então após quase 5 anos posso dizer que o Niten está no meu coração, definitivamente. Sensei, mais uma vez o Sensei foi campeão, pois assim como eu, tenho certeza que outros andam no dojo até de olhos fechados. Outra vez o Sensei deixa claro que a estratégia e seu objetivo é tudo que um samurai precisa,e os atos provam mais que qualquer outra coisa.
Domo arigatô Sensei, por me dar nova vida através da espada e caso precise de ajuda para continuar propagando este objetivo, sempre estaremos a postos de coração aberto e com um HAI sincero e determinado."




"...Gostaria de todo coração agradecer pela sua presença no domingo no
Gashuku aqui no Rio.
Sempre gosto de lembrar que por mais que estudemos o caminho através
de vários recursos e instrumentos nada nunca substituirá o mestre, e
este fim de semana o senhor reforçou esta máxima mais um vez.
Arigato gozaimashitá por ser este grande mestre, não só da arte do
Kenjutsu, mas também do caminho. O senhor colocou sobre seu objetivo
de formar, não mais campeões mas pessoas íntegras, não somente atletas
mas pessoas de caráter, do fato de sermos um instituto e não apenas
uma academia. E posso dizer, do fundo do meu coração, que o sensei
está no caminho certo, pois agradeço o quanto cresci nestes anos de
convivência com o Niten. "




"...Ouvindo a história do Hagakure e as colocações do sensei mais uma vez
percebo que é preciso estar presente no caminho de coração, não com o
ego, ou os apelos da vida mundana.
No Niten realmente temos a possibilidade de crescer como seres
humanos, algo que sempre precisa ser relembrado e cultivado nos tempos
modernos. Nem sempre racionalizar tanto, mas perceber, sentir.
Arigato gosaimashita pelos ensinamentos e vou praticar o que o sensei
indicou "pular mais", despertar o tigre!

Fico sempre contente, só de estar ao lado do sensei! "




"...Neste Gashuku uma coisa me marcou muito: A dificuldade de resgatar sentimentos perdidos, e a facilidade em perder estes sentimentos se não
tomarmos cuidado.

Talvez a natureza rápida e competitiva da vida moderna faça com que seja mais fácil se esquecer de coisas indispensáveis, como agradecer ou pedir desculpas.
Por outro lado, isso não pode ser usado como desculpa para ser ingrato.

Uma solução eficaz é sair um pouco da vida mundana e se dedicar ao caminho. Treinar sempre para resgatar os sentimentos perdidos.

Porém, também graças ao Sensei, aprendi que não é só na vida mundana que existem as armadilhas. No caminho também existem
armadilhas que podem botar tudo a perder. Ganhar muitos torneios, graduações. É fácil o ego inflar. Perigosamente fácil. Viver em função disso então, é morte certa.
O treinamento da coragem pode virar uma erva daninha. Como algo impensável assim acaba acontecendo? Espero encontrar a resposta para esta pergunta...

Tenho que estar sempre atento para cortar rapidamente qualquer sinal de erva daninha pela raiz.
Se não estiver atento, já estarei morto. Terei perdido vida, tempo e esforço."





"...Queria agradecer com todo meu coração pela vinda do Sensei ao Rio para realizar este treino intensivo no domingo e dizer que fiquei muito feliz por poder aprender e passar um dia inteiro na presença de um verdadeiro mestre.

Sou aluno iniciante no caminho e não tive ainda oportunidade de trocar muitas palavras com o Sensei. Mas fiquei admirado (literalmente boquiaberto na maior parte do tempo) ao ver o modo com que o Sensei lutou, mesmo estando machucado, sempre seguindo em frente sem recuar, nem mesmo hesitar momento algum. Avançando sempre calmo e sereno, sorrindo na maior parte das vezes, como um verdadeiro Samurai que abraça a morte e se desliga deste "mundo flutuante".

Venho estudando com afinco o "Go Rin No Cho", o Hagakure e o Shinhagakure, sempre alternando a leitura entre eles. Entretanto anteontem recebi um presente inestimável do Sensei que foi uma lição viva dos preceitos contidos nos três tratados e abordada também nos momentos de ouro. Coragem sempre em primeiro lugar, avançar para vencer desde os mais temíveis inimigos até derrotar aqueles que achamos que são problemas minúsculos do dia-a-dia, como a preguiça de fazer as coisas, e que na maioria das vezes se revelam, a longo ou a curto prazo, grande causadores de desvio de caráter, pois corroem vagarosamente o nosso espírito sem que possamos nos dar conta de como estamos perdidos.

Arigato Gozaimashitá por nos ensinar a percorrer pelo verdadeiro caminho ético do Bushidô."




"...Arigato Gozaimasu sensei, por nos ensinar à todos a cultura japonesa tradicional,
por nos fazer entender que caminho da honra ainda vive mesmo no mundo deteriorado de hoje,
por nos dar o presente de sua presença no treino e por brindar conosco.
O Instituto Niten me traz enorme felicidade, o gashuku me trouxe ânimo, novo folego, aprendi muito."




"... Foi no domingo passado, no Gashuku do Instituto Niten no Rio de Janeiro que me vi " atrás das grades" do meu Men. De lá, vi um grupo de pessoas unidas e amigas lutando entre si para se tornarem mais, e as vi lutando dentro delas mesmas buscando as virtudes, que estavam escritas em japonês ao redor do Dojo. Um espírito cheio de força e de vida transformou o árduo trabalho de superar as limitações de cada um, em ânsia de aprendizado e em uma vontade, uma necessidade, de continuar. Atrás daquelas grades ouvi os brados dos combatentes amigos, que pareciam ecos de uma época passada distante, mas que no Niten estão presentes. Vi também muitos Dôs que não completei, muitos Kotes que não acertei, Mens que não alcancei, cortes que poderiam ser melhores e muitos golpes que não precisava levar. Nos próximos treinos, espero lembrar desses mesmos erros, e não mais cometê-los quando eu estiver novamente atrás daquelas grades, ou com a katana nas mãos. Finalmente, vi que o Niten não é só um instituto cultural, mas um centro forjador de pessoas "estranhas", que como "a nuvem que busca a flor da cerejeira" estão dispostas a pagar o preço, a tentar seguir o Caminho. Domo arigato Sensei pelas instruções passadas, pelas explicações, pela companhia. "




"...Foi uma grande oportunidade estar num treino com o sensei, aonde pude ver a seriedade, o espírito de sempre estar preparado para qualquer batalha, mesmo estando lesionado.
Mesmo nos momentos de descontração ensinou-me bastante, pois não foi apenas um "simples" treino, foi um honroso aprendizado, na qual o senhor citou que não precisamos de força, mas sim de técnica e kiai.
Ao término do treino fez-me refletir de como é gratificante sempre estar aprendendo algo com o sensei e com meus irmão de espada. Não importa se está dentro ou fora do dojô, a forma de como seguimos deve estar lado a lado.
Pude perceber no birudo, um ambiente diferente, descontraído e todos como uma grande família. "




"...Venho atraves desse email falar um pouco sobre as minhas impressões do gashuku, acho que a coisa mais importante de tudo mesmo não foi o treino em si, mas sim o convivio com o Sensei. Seria meu primeiro gashuku e meu primeiro encontro com o Sensei. Quando eu lutei com o Sensei dei o melhor de min, vi ao mesmo tempo um espirito sereno, combativo e atento, mesmo lutando sorrindo o sensei mantia a energia sem vacilar, e quando me dei conta que o sensei estava lutando com o musculo da perna distendido, no mesmo momento me veio a mesma sensação que o Sensei citou no shinhagakure sobre Musashi Sensei, "Monstro". Lutando com energia, mantendo o sorriso e vencendo a todos, um por um. absolutamente inacreditavel!
Esta foi somente a primeira parte, depois de todo esse meu susto e surpresa diante das habilidades de combate do Sensei, no momento de ouro antes do intervalo do treino, o Sensei demonstra seu bom humor e carisma fazendo piadas e contando a historia por tras do hagakure. Eu que sempre fui interessado em historias de todo o tipo, achei maravilhoso! Depois disso tudo eu vi como o caminho é extremamente longo, e deve ser percorrido com perseverança, energia, dedicação e rigorosamente. Não somente dentro do dojo mas fora do dojo tambem.
Aprendi um pouco mais sobre o SENKI, o espirito de batalha que todos temos que sempre que ter aceso dentro de nos, mas sem machucar a ninguem.
Afinal do que adianta você ter uma espada se não pode abraçar seus entes queridos?
Porem sem uma espada você não pode proteje-los.
É preciso saber a a hora da bainha e a hora dos golpes, porem mesmo com ela na bainha tenho que estar sempre pronto para usa-la!
Esse dia concerteza foi memoravel ."




"...Sensei lhe escrevo esse pequeno relato sobre mais um dia que guardarei sempre em minhas lembranças.
Começo agora a expor a admiração por desfrutar da convivência com o mestre que mesmo sem estar em
plena condições físicas, nos agraciou com a sua presença.

Sensei ao iniciar o treino imaginei que seria fácil lutar contra um oponente com uma espada a menos e com uma perna a menos.
Grata a surpresa que os meus pensamentos não podem ser ouvidos no ambiente externo pois, além de me acertar com os golpes
corretos, leves e certeiros, Sensei me desarmou acertando minha kodashi com uma tranquilidade e sempre sorrindo.

Ainda bem que que nós lutamos com espadas de bambu, ainda bem!!!!

Sensei, como foi comentado pelo próprio Sensei, eu também, se não tivesse visto não teria acreditado que alguém fosse capaz de
lutar três horas com seus alunos e ainda ministrar mais três horas de aulas no mesmo dia.

Por tudo isso digo ao Sensei, MITSUKETA é poder desfrutar desse privilégio ,vivenciando o convívio com o mestre."




"...O treino foi ótimo, ouvi vários alunos comentando a qualidade e
excelência do treino, eu particularmente aprendi muito observando o
Sensei. Porém, este e-mail tem um significado maior, a parte que mais
me ajudou durante o gashuku todo foi os minutos de ouro com o Sensei.
Fui ao treino meio triste com algumas questões mundanas, uma delas foi
a morte de um grande amigo Marco Antônio, ele era meu braço direito em
Nova Friburgo, ajudou muito o Niten em Nova Friburgo, além de te-lo
como meu tio adotivo. Ele morreu do coração esta terça, só fomos
descobrir do fato na quinta-feira.
Segurei o choro para ajudar o Teixeira irmão do Marco ao máximo, mas
domingo estava muito triste. Nos momentos de ouro refletindo sobre a
história do Hagakure contada pelo Sensei, refleti sobre as coisas
mundanas e passageiras da vida, sobre a vida de um querreiro, sobre o
caminho, a preparação para enfrentar a morte.
Logo após as palavras do sensei fiquei um tanto aliviado, Marco
Antônio, irmão do teixeira foi um samurai, viveu todos os momentos da
vida como sendo os últimos, todos os dias em que estive com ele, o
tempo nunca fora disperdiçado.
Creio que as palavras do Sensei não ajudaram somente as minhas
reflexões e duvidas sobre o caminho, ajudaram outros alunos também, no
birudo conversei com outros alunos que me afirmaram ter aprendido
muito com as palavras do Sensei.
Domo Arigatô pela visita ao Rio e os ensinamentos do caminho passados
a todos do Rio! "




"...Não pude ficar para a comemoração do Gashuko na praça do Grajaú, embora o local me traga inúmeras recordações, uma vez que foi palco de minha adolescência como morador do bairro nos anos sessenta, em plenos "anos dourados". Tinha de encontrar a esposa no aeroporto para retornar a Volta Redonda e senti que não iria resistir à oportunidade de celebrar com alguns chopps bem tirados o sucesso do Gashuko junto ao Sensei e na companhia dos cohais e sempais do Niten Rio (se dirigir não beba...).

Mas gostaria de registrar as minhas impressões e sentimentos. Inicialmente em relação ao difícil trabalho que o Sensei projeta e lidera, de resgatar a arte da espada japonesa e os preceitos do verdadeiro caminho do Guerreiro. O que me atraiu e me mantém ligado ao Niten não é a prática da arte marcial em sí (já guardava o orgulho de ter sido campeão brasileiro absoluto de judô do Exército, em 1971 - apesar dos meus 67 Kg à ápoca- como Shodan graduado pelo Dai Nippon Budokukai) nem o próprio "caminho", que já foi por mim trilhado quase até o seu final e no qual deixei marcas e referências das quais muito me orgulho. O que me mantém lutando pela proficiência no manejo da espada, pelo atingimento do ideal do "espírito vazio" no momento do embate e por manter uma condição de resistência física que não envergonhe os meus adversários ao terem que cruzar espada comigo é justamente a grandeza e a importância do projeto do Sensei. Desde o meu primeiro contato com o Niten, em Brasília, em Março de 2004, percebí o universo que iria se abrir à minha frente caso tivesse a persistência e a fé que a prática do Bushidô exigem, às vezes mais para se preparar psicologicamente e chegar aos Dojôs do que para neles permanecer.

O Gashuko de domingo passado foi um exemplo disso. Não só pela superação pelas três horas de combate ininterrupto e pela certeza de que não estava sendo intimidado pelo cansaço, justamente porque estava presente a sensação de que a técnica escolhida para aprimoramento estava sendo testada ao máximo mas, principalmente, porque as palavras do Sensei nos momentos de ouro me trouxeram de volta àquela impressão inicial e a certeza de que sonhamos todos o mesmo sonho.

A minha admiração a todos do Niten que são capazes de manter vivo um ideal tão antigo e o meu profundo agradecimento ao Sensei, que nos permite uma oportunidade de aperfeiçoamento tão completa. Com se diz na minha Cavalaria, que os nossos estribos (espadas) se choquem no futuro, em cavalgadas (embates) sem fim, pois assim estará selada para sempre a nossa amizade."




"Gostaria de agradecer a dedicação e o zelo que teve por nós durante o gashuku.
Domo Arigatô por dividir conosco a missão de levar a espada que dá vida em abundância.
O seu exemplo nos encoraja a romper paradigmas e buscar constantemente o aprimoramento."




"...Nesse Gashuku do dia 05/06 tive a oportunidade de descobrir o poder
da imprevisibilidade no combate.
Depois de algumas horas de combate com colegas de espada de todos
os níveis, tive a chance de cruzar espadas com o sensei(algo que há muito tempo não faço)
Eu estava usando duas espadas contra o sensei portando Itto.Tentei diversas vezes
entrar no maai do sensei, mas ao primeiro passo a espada do sensei já estava em meu pescoço.
Ao fim da luta, imaginei que teria outra oportunidade de lutar com o sensei ali mesmo e pensei
algumas estratégias no intuito de bloquear a espada do sensei com uma espada e atacar com a outra.
Próximo do sensei no Ippon migi, minha shinai 36 quebrou e minha 38 também, só me resta a Kodachi.
Meu espírito se abalou.Não imaginava ter de combater o sensei portando Nito com uma kodachi.
A contingência tomou conta de mim, não consegui evitar as duas laminas vindo em minha direção.
Não sei se minhas estratégias com duas espadas dariam certo, mas sei que perdi no momento em que
deixei o imprevisível me vencer.
Sensei, dai extrai: devo estar preparado para tudo.
Como todos pudemos ver, o sensei não se abalou, apesar de ter distendido a coxa.

Os treinos de Iai e de Shoto foram ricos em detalhes.Acho que descobri porque perdi o Iai no Torneio de Minas.

Não pude estar no birudô, pois estava em missão.Mas certamente foi um ótimo momento segundo relatos de
colegas de espada.

Domo arigatou Gozaimashita sensei, por todo conhecimento e filosofia que o sensei tem passado a nós.
Domo arigatou gozaimashita, por todos de Niterói, que certamente aprenderam muito com esse Gashuku"




"Queria agradecer muito os ensinamentos no gashuko, alem de vislumbrar novas técnicas aprendi também, como ser humano.
A historia que escutei sobre o hagakure soou diferente diante da leitura, “Levante a Cabeça”, escuto isso sempre, mas dessa vez soou diferente.

Não só em relação a levantar a cabeça durante o treino, mas diante a vida também, já me fazendo aplicar o conselho em minhas decisões diárias.
O momento de ouro foi muito importante para mim.
Fiquei muito feliz pelas graduações ganhas por meus companheiros e sempais.
Meu primeiro contato com o Sensei foi precioso, me fez sentir diferente. Renovando as energias escutando sabias palavras, atentando nos detalhes durante os combates e aplicando o Bushido!
Domo Arigato Gozaimashitá Sensei! Aguardo ansioso para o próximo gashuko."




" Este domingo foi o primeiro Gashuku do qual participei. Estou há alguns meses no caminho e um treino como este foi o momento de percepção dos poucos passos que já avancei e a longa caminhada que tenho pela frente.
Os combates me mostraram técnicas que eu ainda não conhecia, os colegas mais graduados me ensinaram sutilezas das que eu já utilizava.
O momento de ouro foi inspirador: a missão do Instituto Niten. A caminhada, por mais longa que seja, vale cada passo para crescer como pessoa e viver plenamente."




"Estou muito honrado em ter o privilégio de participar deste grupo maravilhoso,onde eu aprendo sobre o resgate da cultura dos samurais...pode contar com meus esforços para divulgar de maneira bem objetiva o trabalho do instituto niten..será sempre uma honra...
Arigatou Gozaimashitá"




"Eu gostaria muito de agradecer pelo Gashuku inesquecível realizado aqui no Rio. Estou no Niten há quase um ano e foi a primeira vez que participei de um treino como esse.
No iníco um frio passava pela minha espinha, não só pelo clima, mas por causa da presença do Sensei. Esse frio não demorou muito a ir embora. "Bogu tsuke" e pronto, cada amarração fora como colocar o espírito no lugar e manter o foco para o que viria. Tare, Do, Men e por fim o Kote. O frio naquele momento era uma mera marca do passado recente. Um "Onegai shimassu!!!" com o Kiai elevado seguido pelo primeiro golpe. O sangue já fervia. No momento era só na luta e na estratégia que pensava.
Muitos golpes certos, errados, defesas e surpresas com ataques inimaginados até o momento. O frio só voltou rapidamente na luta com o Sensei, mas sucumbiu com o kiai e a adrenalina. Parafraseando senpai Wenzel, recebi um Kakarigeiko. Golpes rápidos e certeiros que me fizeram perceber as falhas de um kote aberto ou do tsuki sem defesa (caso já pudesse levar). O kiai estava ao extremo, não só o meu como o de todos. Era preciso viver aquele momento, dar o melhor de si com todos. Os gritos se tornavam um. E assim o treino seguiu, com o espírito elevado.
No fim, todos demonstravam alegria de um treino fantástico, a exaustão ficaria pra depois. Era o momento de reunião, de desconcentração, de tirar a máscara. As dores não importavam, as bolhas no pé não faziam efeito. Uma comemoração acalorada, que transformou o frio da manhã no calor da noite, encerrou o inolvidável Gashuku."



*Palavras de :

Alana, Breno, Camila, Carbone, Claudio, Cortes, Costa, De Palma, Del Rio, Fernanda Ramos, Guimarães, Gouveia, Kalawatis, Kenzo, Luciana, Luis Carlos, Mayara, Meriguetti, Miranda, Monedeira, Mozart, Omar Marquez, Pablo, Renato Romualdo, Stefam, Teixeira, Vale, Vaz, Vianez.


topo

Instituto Niten Rio de Janeiro
TEL: (021) 98737-5414 / (021) 97646-2211
riodejaneiro@niten.org.br