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Alunos e Senpais da Unidade Vitória

Os Guerreiros de Vitória


Marcelo Netto

Um dia particularmente abafado. Treinamento duro, que enfrentamos com entusiasmo. Os guerreiros de Vitória voltaram do 5º Torneio Individual de Kobudo com uma medalha de honra ao mérito, além de muitas histórias para contar.

“Só mesmo estando em um torneio para entender sua energia”, contava Vítor para nós. Comungávamos todos de seu entusiasmo durante os quinze minutos de ouro. Era impossível não se contagiar. As descrições. As aventuras. As anedotas. As lições de estoicismo de superação.
Treino há meros dois meses na unidade de Vitória, capital do Espírito Santo. Creio que enfim minha arma decidiu me aceitar. Ela agora quer ser parte de mim. Isso porque também quero ser parte dela. É claro, o caminho é longo.
Ainda não compreendo nada. Não que a compreensão ajude: mais do que entender, é preciso viver a experiência. Entendimento é uma mera palavra. A experiência está além disso.
Quando imaginamos estar esgotados, o senpai nos desafia com mais exercícios. Ao final, descobrimos que não estávamos tão cansados assim. Ficamos até mesmo surpresos. Nunca diríamos sermos dotados de tanta força!
Com certeza é um momento importante de auto-descoberta. Mudanças ocorrem em todos os aspectos. Minha agenda agora sempre comporta mais um compromisso. Não é o caso de apenas se estressar em vão. Não há estresse quando a capacidade aumenta.
Todos os guerreiros de Vitória têm a mesma sensação. Um de nossos colegas nos contou de como conseguiu tirar carteira de motorista pensando no que aprendera como aluno do Instituto Niten. “Se for para golpear, golpeie com certeza, para ganhar!”, ensinaram-lhe. Foi pensando assim que deu o melhor de si na prova. E conseguiu.
A diferença é que já não trabalhamos, ou estudamos, ou dançamos, ou escrevemos. Nós guerreamos, no sentido mais construtivo e otimista da palavra. O cansaço excita. A dor conforta. Problemas são oportunidades de auto-superação.
Aprendo muito como um guerreiro de Vitória. Já treinamos no concreto, sob o sol, na grama e na areia da praia. Nada detém os treinos. Perante os obstáculos, o espírito inflama e se inspira. Quer superar.
Longe de se desanimar, os guerreiros de Vitória apreciam e até mesmo se deleitam com as dificuldades. E isso porque não existem dificuldades para um guerreiro de Vitória. Tudo é desafio. Oportunidade de o espírito engrandecer.
Tendo passado uma temporada em São Paulo, um de nossos guerreiros contou como tinha orgulho de dizer sempre, e sem restrições, que era da unidade de Vitória, capital do Espírito Santo. Pois é assim que também me sinto. E é assim que nos sentimos.
Os ancestrais da espada agora também são os nossos ancestrais. E treinamos e vivemos e amamos e até mesmo morreremos reverenciando a gloriosa história que o Instituto Niten nos deu a honra de tornar também a nossa história.
– Vamos mostrar a todos que os guerreiros de Vitória valem por mil! – bradou Vítor ao final dos quinze minutos de ouro.
Pois essa é a nossa inspiração. Sim: vamos mostrar que os guerreiros de Vitória valem por mil!

Marcelo dos Santos Netto,
Aluno do Niten Vitória


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