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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei


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24-abr-2012

Dia do Samurai


Discurso proferido pelo Sensei Jorge Kishikawa na sessão solene da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina realizada no dia 24 de abril de 2012, em comemoração à instituição da data oficial do Dia do Samurai naquele Estado:

"Este me é um dia muito especial, porque posso comemorar dois fatos que me são muito caros. O primeiro deles todos conhecem, que é a celebração do Dia do Samurai em todo o estado de Santa Catarina. O segundo fato, é que hoje tenho também a alegria de comemorar meu aniversário.

Todos sabemos hoje que os Samurais surgiram no Japão antigo, e que naquela sociedade segmentada em castas, ocupavam uma posição privilegiada e alta, tendo ainda o privilégio exclusivo de portarem um daitô  no lado esquerdo de suas cinturas, e este, acredito, é o traço mais marcante e comumente associado à palavra Samurai.

Entretanto, há um outro lado da cultura dos Samurais que é pouco divulgada, pouco conhecida, e sobre a qual gostaria de falar, por breves momentos.

Aos Samurais incumbia, nos tempos de guerra, lutar. Nos tempos de paz, cabia-lhes treinar e estarem sempre preparados para a guerra – se vis pacem, para bellum – e também lhes pertencia a Administração dos feudos. Ou seja, os Samurais não eram apenas preparados para viver e morrer na Guerra, eram preparados para viver e gerenciar uma sociedade.

Exercendo esta última tarefa, os Samurais aplicaram, com o mesmo afinco, determinação e perfeccionismo, todos os conceitos e estratégias que caracterizavam o seu treinamento marcial. Desde a manutenção de arquivos, à confecção de documentos e a criação de políticas públicas, tudo deveria ser feito com discrição e perfeição, adequando-se sempre ao conceito budista de que a beleza e a eficiência residem na simplicidade.

E agindo desta maneira, o Japão tornou-se uma sociedade organizada, auto-sustentável e próspera, até a abertura dos portos pelo Navio Negro do Almirante Perry, em 1868, marcando também o final do período de seu isolamento.

Avançando alguns séculos, sabemos que a nossa atual sociedade não mais admite os duelos, e prega a resolução de conflitos de modo civilizado e pacífico, sempre dentro do conjunto de regras que conformam o Estado Democrático de Direito. Mas isso não significa que todo o conhecimento acumulado pelos Samurais, notadamente aqueles relacionados ao treinamento marcial, não podem mais existir, tampouco influenciar a nossa vida.

Hoje, o treinamento da espada Samurai – que no Instituto Niten nós chamamos de Kenjutsu – serve para ensinar a viver melhor. Por meio do Método KIR – Recuperação intensiva por meio da espada – buscamos ensinar a todos os alunos a aplicar em seu cotidiano o jeito Samurai de ser.

Ensino aos meus alunos a conhecerem o seu verdadeiro potencial, a explorá-lo, a terem confiança no que podem e como podem fazer. O treinamento com a espada faz isso. Usar uma espada contra um adversário inerte é fácil. Para vencer um adversário que também está revestido da vontade de lhe derrotar é preciso técnica, dedicação, e o conhecimento das suas próprias qualidades e limitações.

Ensino-os, repetida e exaustivamente, que sua palavra e honra são seus bens mais preciosos, e que eles os representam na sociedade com muito mais força e valor do que roupas, bens materiais ou ainda maneirismos de fala. Ensino-os, e aqui parafraseio um dos mais recentes ídolos do imaginário popular, que “Missão dada é missão cumprida”, e que devem sempre ser cuidadosos ao empenhar suas palavras, pois uma vez empenhadas, estão vinculados a elas.

Ensino-os, com profunda fé e convicção pessoal, que a nossa sociedade carece de pessoas que conseguem agir como os antigos Samurais. Pessoas que conhecem suas capacidades e não tem receio de usá-las pelo bem comum, cidadãos cujo espírito incansável – Makenki – recusa-se inexoravelmente a se curvar às dificuldades da vida e do caminho, e mais, que não descansa enquanto não atinge os mais altos objetivos a que se propôs.

Assim agiam os Samurais de antigamente, e assim agem os Samurais modernos.

Como sabiamente disse Bertold Brecht “há homens fracos que não lutam. Há homens mais fortes que podem lutar por um dia. Há homens ainda mais fortes que podem lutar por muitos anos. Os mais fortes entre todos lutam a vida toda. E estes, são indispensáveis.”

A meu ver, os Samurais modernos são os homens indispensáveis a que Brecht se referia.

Penso, para concluir, que é isso que o Estado de Santa Catarina resolveu homenagear com a instituição do Dia do Samurai. Homenageia a todos os cidadãos indispensáveis, que resolveram adotar em suas vidas a dedicação e o esmero em agir sempre de modo correto e reto, cidadãos que prezam a sua honra e moral acima das demais coisas, e que buscam o desenvolvimento sadio da sociedade em que estão inseridos.

Muito obrigado a todos pela presença aqui, neste dia que, como visto, me é tão especial, por tantas e incontáveis razões."


 


Sensei e Deputado Estadual Jorge Teixeira



da esquerda para a direita: Presidente da Associação Nipo Catarinense Sr. Luis Nakayama, Sensei e Diretora do grupo NipoCultura Sra. Hisae Kaneoya






Solenidade



Sensei durante apresentação de Iaijutsu



da esquerda para direita: Iochihiko Kaneoya (redator do grupo Nipocultura), Sensei e Sr. Paulo Baltazar (Secretário e representante da Associação Wakamiya Maru de Santa Catarina)



Da esquerda para direita: Noemia Ogasawara (diretora cultural da ANC), Roxana Shinohara (diretora Social da ANC), Sensei e Sr. Luis Nakayama



Sensei com alunos do Niten Floripa


 

23-abr-2012

11°TBIK 3 - O Rito

11º TBIK: Um rito de passagem para os guerreiros
 
No último sábado (21), o SESC Consolação foi palco de um verdadeiro batismo de fogo para cerca de 180 samurais de todos os cantos do país, que puseram suas técnicas e espírito à prova no 11º Torneio Brasileiro Individual de Kobudo (TBIK). Segundo as palavras do Sensei sobre o evento, a experiência de competir é um “rito de passagem para a maioridade enquanto guerreiro”.
O torneio, que contou com o apoio do SESC-SP, surpreendeu a todos desde o início. As atividades começaram com a garra e técnica dos pequenos samurais do Kir Jovem, que participaram em peso nas categorias kenjutsu Yoyonen até 6 anos, 7 a 10 anos e Infanto-juvenil (11 a 14 anos). 
Os iniciantes do kenjutsu, com menos de dois meses de treino, que competem sem bogu e a maioria ainda nem o uniforme de kimonmo e hakama possuem, também participaram em massa, chegando a trinta competidores com muito kiai e vontade de vencer.
O evento foi também abrilhantado pela presença dos alunos do projeto Niten Virtudes/Céu Pimentas. A iniciativa é uma parceria com a prefeitura de Guarulhos que fornece o espaço, e é mantido pelo próprio Instituto Niten, que fornece o ensino do Kenjutsu, vestimentas e todos os materiais necessários. O objetivo: levar o Caminho da Espada a jovens entre 12 e 17 anos da rede de ensino público e potencializar através do Método KIR as virtudes samurais e a dedicação aos estudos. O projeto que vem tomando forma há um ano e meio já agor aconta com treze alunos fixos, doze dos quais estiveram presentes no torneio.

Evolução técnica e disputas eletrizantes
Na categoria Jojutsu, o destaque ficou para a competição entre os graduados do 5º kyu e acima na qual a dupla Bispo e Fugitra confirmaram seu favoritismo.
O Iaijutsu 5º kyu e acima deixou o público presente boquiaberto com a realização do tameshigiri. O corte de alvos de tatame com o katana foi incorporado à competição desde o ano passado e ocorre a partir das semifinais. A final entre os senpais Fugita (São Paulo) e Danilo (Campinas) empatou com a pontuação dos cortes, e teve de ser desempatada com nova rodada de sequências.
Nas disputas de Kenjutsu o Sensei fez questão de ressaltar a evolução técnica de todos, desde os mais novos do 7º e 6º kyu. Nas lutas dos graduados acima de 5º kyu a melhoria ficou clara devido aos golpes fulminantes e precisos que encerravam as lutas de forma clara e limpa. O progresso também foi visível na categoria Naginata, que teve lutas mais apuradas. Para o Sensei, o fato se deve ao início das aulas regulares da modalidade e das mudanças técnicas aplicadas recentemente.

O grande campeão
O dia de competições foi encerrado com a categoria mais aguardada pelo público: Kenjutsu 3º kyu e acima. Kamaes e técnicas avançadas, lutas rápidas e precisas, além de muitas surpresas marcaram o duelo. No combate, o ex-campeão Fugita não conseguiu confirmar seu favoritismo, e caiu durante as semifinais diante de Breno, de Niterói. 
Nas semifinais os guerreiros fizeram três lutas. Nas duas primeiras os kamaes foram sorteados, desafiando a versatilidade dos competidores e na última o kamae era livre. A etapa foi marcada por um duelo de cariocas em uma das chaves: Após superar Fugita, Breno enfrentou e venceu Cortes, se credenciando à final. Do outro lado, Danilo, de Campinas, venceu Silva, da Adm, classificando-se para o último embate.
A grande final entre Danilo e Breno foi disputada até o último dos três combates. O carioca tomou a dianteira vencendo a primeira luta. O segundo embate foi vencido por Danilo, levando a decisão para a escolha livre de kamaes, na qual ambos escolheram as duas espadas. A peleja foi decidida com um tsuki (estocada no pescoço) preciso de Danilo, que se sagrou campeão.
Na premiação e entrega de medalhas, a segunda surpresa, desta vez na decisão do detentor do Troféu Kobudo. O vencedor de 2011 e favorito desta edição, Fugita, deixou o prêmio escapar, ficando em 3º lugar. Na segunda colocação, Massao, de Guarulhos. O campeão absoluto de 2012, levando o Troféu Kobudo para Campinas, foi o coordenador Danilo.
 
Confraternizações e novidades
Após um dia cheio de emoções, todos se reuniram para o jantar e confraternização no Templo Nikkyoji, que também teve a gentileza de acolher algumas delegações de atletas para o pernoite. Em clima descontraído, os samurais de todo o país puderam se conhecer fora da batalha e fazer novos amigos. 
Durante o jantar, uma série de novidades que prometem movimentar o Niten, a começar por um Gashuku em comemoração aos 10 anos da Unidade Salvador, no dia 4 de agosto, com a presença do Sensei e senpai Gilberto. 
Para 2013 foram anunciadas novidades ainda mais impactantes: uma nova versão do Go Ri No Sho (Livro dos 5 anéis) de Musashi Sensei está sendo re-traduzida e contará com novos comentários técnicos do Sensei. Por fim, a notícia que mais mexeu com as expectativas de todos: a vinda do 12º sucessor do Niten Ichi Ryu ao Brasil, Yoshimochi Kiyoshi Soke, em agosto do ano que vem.

Um domingo de muito treino
A manhã seguinte foi marcada por treinos de Iaijutsu e Jojutsu, onde os alunos puderam refinar suas técnicas e treinar com pessoas de outras unidades. Para fechar o evento, um treino livre de Kenjutsu fez com que todos confraternizassem à moda do Niten: cruzando espadas e fazendo amigos. 
O Sensei aproveitou a ocasião para fazer uma demonstração de técnicas de combate, lutando em praticamente todos os kamaes de uma e duas espadas, além da espada curta. A ocasião foi uma aula inesquecível não somente de técnica, mas também de Senki. Ao fim da apresentação, impressionados, os alunos voltaram a lutar e tentar colocar em prática algo do que viram. Todos saíram da experiência com um novo aprendizado na arte do combate e muito para pensar durante o retorno às suas casas.
Houve ainda tempo para conhecer o coordenador Navarro, que agora leva o Caminho da Espada a fronteiras mais distantes, o México. A nova unidade latino-americana ainda está no começo, mas promete dar muito o que falar. Ao final da manhã, as últimas palavras do Sensei, desejando a todos uma boa viagem de volta. E para os que participaram destes dois dias inesquecíveis, fica a certeza de ter passado por um teste de espírito, um rito de passagem.

 










20-abr-2012

11ºTBIK - Pré 2

Matéria Publicada Hoje no Jornal Nippak:


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Egan


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19-abr-2012

11ºTBIK - Pré 1

Matéria Publicada ontem no Blog do Programa Sensei - Canal SporTv (Link) :

 


Campeonato Brasileiro de Kobudô chega à 11ª edição em SP


ter, 17/04/12

A 11ª edição do Campeonato Brasileiro de Kobudô ocorre no dia 21 de abril, no SESC Consolação, em São Paulo (SP). A competição, que envolve kenjutsu, Iaiutsu, kobudô combate e jojutsu, kussarigama, naginata e Jitte terá disputas individuais e em dupla.

As disputas desse ano prometem muitas novidades técnicas.
“Principalmente o Kenjutsu Combate, que traz as lutas com armadura, vem evoluindo muito nos ultimos anos. O Sensei Jorge Kishikawa tem gradativamente incluído mais elementos técnicos dos antigos estilos de Kenjutsu dentro do regulamento de combate da Confederação Brasileira de Kobudô.” Afirma Wenzel Bohm, Coordenador do Instituto Niten no Rio de Janeiro

Nos estilos de Kenjutsu todo treinamento era feito com espadas de madeira e no treinamento de sequencias pré determinadas (katas).
Toda a complexidade do Kenjutsu foi simplificada na prática do kendo e foi introduzido o combate com armadura que permite aos praticantes testar suas habilidades de combate com espada em luta real.
Com o trabalho de pesquida e resgate do Sensei Jorge Kishikawa um grande número de posturas de luta, golpes e técnicas estão sendo reintroduzidos nos combates.

As Principais Categorias são:

Kenjutsu: é a arte de combate com espadas, criada pelos Samurais no Japão feudal.
Hoje é a arte que transmite mais fielmente os ensinamentos dos samurais em nossos dias, mantendo viva uma tradição iniciada há 600 anos.

Iaijutsulida diretamente com a espada. É composto por katas (seqüencias de movimentos) originados na época dos samurais e que ensinam como desembainhar a espada e vencer os oponentes.

Jojutsu: a arte de lutar com o Jô (bastão de madeira). Surgiu como uma alternativa para os Samurais vencerem oponentes com espadas e outras armas sem precisar matá-los. Por possibilitar a vitória sem derramamento desnecessário de sangue, ficou conhecida como “A arte Samurai da Paz”.

Kobudô Combate: Nessa categoria a diversificação chega ao ponto dos praticantes poderem escolher entre diferentes armas e configurações das mesmas : Uma espada, duas espadas, espada curta ou alabarda (Naginata)


Dados do evento:

Local: Rua Dr Vila Nova, 245 São Paulo, 01222-020
(0xx)11 3234-3000

Data: 21 de abril – Sábado
Início: 9:45 Termino 17:00

18-abr-2012

Fighting Spirit 5

Kenjutsu Feminino


Jojutsu


"festa"

17-abr-2012

Fighting Spirit 4


Kenjutsu



16-abr-2012

Fighting Spirit 3


Kenjutsu


Shindo Muso Ryu - Jojutsu


13-abr-2012

O Sensei no Entardecer

"Fui abençoado com a oportunidade de estar sozinho com o Sensei ontem 
uma hora antes do treino normal de Iaijutsu. Os Deuses me soriram ainda mais,
pois ao chegar um pouco antes do previsto, Sensei permitiu que eu ficasse do palco vendo-o treinar Iaijutsu.
Detalhe, as luzes do Hokkaido (Unidade Ana Rosa) estavam apagadas, e apenas uma fina penumbra de final da tarde entrava no palco em meio a escuridão e em meio aquele cenário de cortinas,com as últimas luzes do crepúsculo vi diante de mim inúmeras sequências nunca por mim presenciadas. As poucas sequências que pode reconhecer foram de Katori Shinto Ryu que o Sensei já havia me comentado em outra oportunidade.
Acho que momentos assim são realmente felizes, em meio aquele cenário, foi difícil não me lembrar do filme Twilight Samurai (Samurai do Entardecer). Enquanto muitos motoristas apressados buzinavam ao longe e conversas bobas de fim de trabalho pareciam ainda mais desinteressantes, Sensei estava ali mostrando a espada viva, o Caminho para quem buscasse aprender. Velocidade e precisão na escuridão.
 
Detalhe assombroso: o Sensei estava com uma shinken (espada com fio).
Eder (unidade Fortaleza)
 



 

12-abr-2012

Vi o Hidensho na Prática

Estas são palavras de Eder, que está em Shugyo aqui nessa semana.
Após o treino da manhã, enviou-me as impressões que você poderá lê-las.
Durante o treino de 3 horas, alem de passar pelas flexões pode passar por várias experiencias do combate e que estão no Hidensho (Cs - 02-fev-2012 - Hidensho).
Retornando ao seu aposento, pagou alguns "sapinhos".
Sem dúvida, um Shugyo intenso para quem vem de tão longe viver intensamente.

"Hoje é meu segundo dia de Shugyo (treinamento intensivo) e o primeiro treino matutino com Sensei e Senpais.
Em mais de duas horas de keiko (treino), tive a incrível oportunidade de poder cruzar espadas com  o Sensei nos mais diversos kamaes(posturas) e armas.
Sensei iniciou com Itto(espada longa)  e utilizou diversos kamaes para esta arma,desde os mais conhecidos até alguns desconhecidos pra mim, em comum a efetividade do golpe. Nesse momento Sensei exemplificou diversos kamaes provenientes do Hyoho Niten Ichi Ryu de Musashi Sensei (Miyamoto Musashi), mas com uma singular diferença:não eram katas utilizados e sim a postura dentro das visões do Sensei acerca do caminho.
Que empolgante foi ver (e tomar) Haritsuke, Sassen, Ukenagashi de uma forma viva e não estática bem diferente da simples aplicação de Kata(forma).
Ao lutar contra nito(duas espadas) me deparei com dois kamaes novos para mim que até este momento me parece intransponível. Senti-me como um jogador de xadrez extremamente novato frente ao veterano que possuia 4 ou 5 jogadas na minha frente e dentro da minha possibilidade tudo que podia fazer era diminuir essas 5 jogadas para 2 ou 3, porém o resultado(para meu pior) não mudava. Antes de iniciar já me encontro visualmente perdido dentro da estratégia do Sensei.
Por fim a luta contra Kodachi,espada curta, Sensei demonstrou uma incrível noção de maai(distância) dos mestres.
Em questão de segundos já estava tomando irimis (imobilização), udes e tsukis (estocadas).
Ledo engano quem acha que a kodachi é fraca,sugiro um embate com o Sensei e os senpais mais experientes.
  Agradeço ao Sensei pela incrível oportunidade que tive,coisa para poucos,de ver o Hidensho (estrategias secretas compilados pelo Sensei) ser aplicado não como
teoria e sim na prática e podermos de alguma maneira nos sentirmos parte desse grandioso todo."

Eder (Unidade Fortaleza)


11-abr-2012

56º Prêmio Paulista de Esportes 2

Matéria Publicada no Site do Jornal Nippak (www.nippak.com.br).

ESPECIAL: 56º PRÊMIO PAULISTA DE ESPORTES

Cerimônia na Câmara Municipal de São Paulo homenageia atletas e dirigentesEm cerimônia bastante concorrida, foi realizada no dia 3 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo, a cerimônia de entrega do 56º Prêmio Paulista de Esportes. Foi a primeira vez que o evento ocorreu na maior casa legislativa municipal do país. Foi um acontecimento histórico tanto para a Casa como para os homenageados. Não à toa, o Salão Nobre João Brasil Vita ficou lotado.Realizado pelo Jornal Nippak e Nikkey Shimbun, com apoio do Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura da Cidade de São Paulo e Buffet Arnaldo’s, o Prêmio Paulista de Esportes tem como objetivo valorizar os jovens atletas e reverenciar o trabalho de dirigentes abnegados que tanto se empenham para manter vivas modalidades trazidas pelos antepassados – muitas já assimiladas pela sociedade brasileira – contribuindo, desta forma, para a integração entre os dois países.Este ano, além das 18 modalidades tradicionais, foram entregues outros três Prêmios Especiais. Fumiko Komori, da modalidade Park Golf, foi homenageada também por amigos de Atibaia. As ausências ficaram por conta de Gabriel Maruyama Ogawa, da Natação – que foi representado por sua mãe, Margarete Maruyama, e Ricardo (Kaisei Ichiro) Sugano, do Sumô, representando por seu pai, Luis Sugano.Foram agraciados com o 56º Prêmio Paulista de Esportes:


Kobudô - Alessandro Rabello Barbosa (Foto: Jornal Nippak)



 


Kendô - Mitiko Kishikawa (Yoshiaki-marido) (Foto: Jornal Nippak

Câmara Municipal de São Paulo deu um clima “aconchegante” à cerimôniaO Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo ficou pequeno para comportar a grande quantidade de pessoas que foi prestigiar a solenidade de entrega do 56º Prêmio Paulista de Esportes. Realizado pelo Jornal Nippak e Nikkey Shimbum, com apoio do Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura da Cidade de São Paulo e Buffet Arnaldo’s, o evento tem como objetivo homenagear os atletas e dirigentes e dirigentes que se destacaram em diversas modalidades ao longo do ano.A cerimônia reuniu diversas personalidades e autoridades. Estiveram presentes o deputado federal Walter Ihoshi (PSD-SP); o deputado estadual Jooji Hato (PMDB); o vereador Ushitaro Kamia (PSD); o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kihatiro Kita; o presidente da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Hirofumi Ikesaki; o presidente da Associação Cultural e Esportiva Piratininga, Seiti Sacay; e o presidente da Associação Nikkey do Brasil, coronel Yoshio Kiyono. Também compuseram a mesa de trabalho presidente de diversas Confederações, entre eles o presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), Jorge Otsuka; o presidente da Confederação Brasileira de Sumô, Issao Kagohara; o presidente da Confederação Latino-Americana de Kendô, Ciutoco Kogima; o presidente da Confederação Brasileira de Kendô, Tadao Ebihara; e o presidente da Confederação Brasileira de Kobudô, Jorge Kishikawa, entre outros.Abrindo a série de discursos, o presidente do Jornal Nippak, Raul Takaki, em nome da Comissão Organizadora, agradeceu ao vereador Ushitaro Kamia “por ter aberto as portas da Câmara Municipal de São Paulo” para a cerimônia. “É uma prova do reconhecimento da importância do Prêmio Paulista de Esportes, cujo objetivo é o de valorizar o trabalho de atletas e dirigentes”, disse Takaki, acrescentando que “pode ser apenas uma placa, mas tem o peso de 56 anos de tradição”.Takaki destacou ainda o empenho de todos que contribuem para manter viva as modalidades que praticam, “muitas das quais trazidas pelos pioneiros”. “São pessoas como vocês que, através do esporte, ajudam a preservar e dar continuidade à história da imigração japonesa”, lembrou. Anfitrião – “Anfitrião” da festa, o vereador Ushitaro Kamia observou que, “literalmente, fiquei com a sensação de que a cerimônia de entrega do 56º Prêmio Paulista de Esportes foi realizada em casa”. “A cada ano que passa o evento ganha mais prestígio e credibilidade. Para nós é uma honra receber esta solenidade porque é um acontecimento que tem a cara de São Paulo, uma cidade multirracial que tão bem acolhe todas as nacionalidades. E o Prêmio Paulista de Esportes é um dos mais aguardados pela comunidade nipo-brasileira por ser o único que valoriza e reconhece o esforço e empenho dos nikkeis no setor esportivo”, justificou o vereador, afirmando que “o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem incentivado a prática de esportes entre as crianças não só por contribuir para um melhor desempenho escolar mas também por formar o cidadão de amanhã”.“O esporte é uma ferramenta que integra as pessoas e um mecanismo eficaz de solidariedade e de respeito ao próximo”, observou Kamia que, no entanto, lamentou o fato de “a paixão desvairada ter diminuído seu significado, como tem acontecido no futebol”.O deputado federal Walter Ihoshi destacou a contribuição do esporte ao longo dos 103 anos de imigração japonesa no Brasil. “Cada qual em sua modalidade, muitas das quais incorporadas pela sociedade brasileira, carrega consigo uma trajetória de títulos e vitórias que acabam  se tornando não só uma referência em seus setores como também verdadeiros líderes”, explicou Ihoshi. “E não só aqui no Brasil como também no Exterior. É o caso do sumotori Ricardo Sugano que hoje infelizmente não está aqui com a gente justamente por estar representando o nome do sumô brasileiro no Japão”.Aconchegante – Já o deputado estadual Jooji Hato cobrou mais investimento não só na cultura e na educação como também no esporte, segundo ele, um instrumento de combate à violência. “O Prêmio Paulista de Esportes é um evento que serve de exemplo a ser seguido porque fortalece a todos nós e garante o direito que é mais sagrado, ou seja, o direito de ir e vir”, comentou Jooji Hato.“Trata-se de um elo que traz a união e promove a integração”, concluiu o vereador Ushitaro Kamia, para quem a cerimônia de entrega do 56º Prêmio Paulista de Esportes ficou “bem aconchegante” com sua realização na Câmara Municipal de São Paulo. Para dirigentes, Prêmio Paulista de Esportes é uma referênciaPara os dirigentes esportivos, o Prêmio Paulista de Esportes é uma referência não só para os atletas mas também para quem comanda as modalidades. “Trata-se de um evento único da comunidade nipo-brasileira e por isso mesmo é sempre prazeroso poder participar”, destacou o presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), Jorge Otsuka.

Segundo ele, tanto o beisebol como o softbol já conseguiram “transpor a barreira do preconceito”. “Aos poucos, conseguimos acabar com o estigma de ‘esporte de japonês’. Tanto que hoje cerca de 50% dos praticantes são de não descendentes de japoneses”, conta Otsuka, afirmando que a “tendência daqui para frente será levar para fora da comunidade”. “A Confederação mantém um projeto com a Prefeitura Municipal de Ibiúna intitulado Beisebol Social que visa oferecer uma oportunidade de treinamento aos alunos da rede pública no Centro de Treinamento da Yakult, em Ibiúna”, explicou o dirigente, acrescentando que a entidade teve que voltar “à idade da pedra” sem o repasse da Lei Agnelo-Piva. “Sempre conseguimos sobreviver, com ou sem ajuda. É lógico que com o incentivo melhorou bastante e tanto o beisebol como o softbol evoluíram, mas depois tivenos que nos readaptar vendendo rifas e dependendo do paitrocínio”, observou Otsuka.

Para o presidnete da Confederação Brasileira de Kobudô, Jorge Kishikawa, “nos sentimos honrados e felizes em apresentar à comunidade nikkei um pouco da tradição do Japão”. O Kobudo é formado por uma grande quantidade de estilos (em japonês ryu), que ensinam as técnicas das diversas armas utilizadas pelos Samurais, como por exemplo o Kenjutsu (técnicas com espada), Jojutsu (técnica com bastão), Naginatajutsu (alabarda), entre outras. “São estilos que possuem mais de 700 anos de história”, afirma Kishikawa, que tinha motivo de sobra para comemorar. Explica-se. Além de apresentar a tradição guerreira dos samurais, Kishikawa também comemorou o fato de sua mãe, Mitiko Kishikawa – que na ocasião foi representada pelo marido, Yoshiaki Kishikawa –, ter sido a indicada ao Prêmio Paulista de Esportes deste ano pela Confederação Brasileira de Kendô. Desta forma, a festa em família ficou completa, já que o próprio Jorge Kishikawa recebeu a homenagem há sete anos e seu pai, Yoshiaki Kishikawa, foi agraciado há cerca de 20 anos.

 


Imaginava que esse dia chegaria e alguém faria a pergunta:
-Por que vocês, do Kobudo, vem sempre vestido de "kimono" em todos os anos?
E chegou esse dia. No jantar apos a entrega dos prêmios, fui abordado por um senhor de 70 anos, cuja modalidade esportiva não
sei qual era. Mostrou-se admirado e curioso com o nosso traje.
O tal "kimono", a que se refere este senhor, é o que chamamos de "cerimonial", utilizado pelo Niten em ocasiões oficiais e comemorativas.
Representamos uma modalidade que nasceu no Japão há 700 anos.
Assim sendo, não poderia ser melhor representada, se não fosse com o traje cerimonial. O tradicional. O Nihon shiki.


Nihon Shiki




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