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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei Jorge Kishikawa


Últimas postagens:

03-nov-2011

A Liga 4 - O Shugyo

Parte 1





Parte 2
 

01-nov-2011

A Liga 3 - No ar Terça às 22h15

Nesta Terça feira, 1/NOV, às 22h15 na rede Bandeirantes o Niten estará no Programa A LIGA, mostrando um SHUGYO real do apresentador Thaíde.
 
Por dois dias em agosto abrimos uma exceção e aceitamos o apresentador Thaíde na Sede Administrativa em São Paulo para um Shugyo: treinamento espiritual intensivo.
 
Normalmente somente alunos graduados com o 6° ou normalmente 5° kyu e acima (segunda ou normalmente a terceira faixa e acima) são aceitos neste tipo de treinamento. A maioria dos alunos já treina com afinco há pelo menos dois anos antes de solicitar fazer um Shugyo, ou mesmo ser aceito para um.
Muitos nunca chegam a fazer um e tampouco é algo obrigatório para os alunos. Mas para quem faz este tipo de treinamento, é sempre inesquecível e um marco no Caminho.
 
O Shugyo de cada aluno que passa pela sede administrativa do Niten em São Paulo é também sempre um pouco diferente um do outro, mas para todos são dias, treinamentos e desafios duros, muito duros e difíceis de serem vencidos.
Não foi diferente para o apresentador e rapper Thaíde.
Apesar de terem sido apenas dois dias, foram intensos em cada hora do dia e da noite, e Thaíde, que nunca tinha tido nenhuma aula de espada sequer, avançou neles como muitos o fazem apenas após muitos meses de treinamento.
Atividades, treinos, combates, tudo foi real, assim como o empenho do próprio Thaíde, que entrou com tudo nesta experiência.
Confira a Garra de Thaíde nesta terça 01 de Novembro às 22h15 na Rede Bandeirantes.
Imperdível !

Thaíde e seus companheiros de Shugyo, da esquerda para a direita: Meloni (SP), Costa (RJ),Fugita (SP), Wenzel, Thaíde, Fujimura (SP/Florianópolis), Vaz (RJ) e Gilberto (SP)
 

31-out-2011

10º TBEK 1 - Resultados

Foram dois dias revivendo a minha infância  e dos dos outros descendentes de japoneses.
Arigato a  prefeitura municipal de Guarulhos e a todos que estiveram comigo nestes dias incríveis de guerra. 

Resultados do torneio

Jojutsu 0 e 7º Kyu

1º – Massao e Mitsuo ( Ana Rosa)
2º – Yamashita e Mendes (Campinas)
3º – Jobe e Viviane (Brasília)
Honra ao Mérito: Khun (Brasília)

Jojutsu 6º kyu

1º – Bruna e Fukuta (Ana Rosa)
2º – Iris e De Palma (Ribeirão Preto)
3º – Fujimura e Marques  (Florianópólis)
3º – Gaston e Saieva  (Argentina)

 

Jojutsu 5º kyu e acima

1º – Bispo e Fugita (Ana Rosa)
2º – Chiarella e Brandolin (Ribeirão Preto)
3º – Holschuh e Guilherme  (Campinas)

Kenjutsu Yoyonen

Alexandre (Ana Rosa)
Alex (Vila Mariana)
Hiromitsu (Ana Rosa)
Tiago (Vila Mariana)
Takemitsu  (Ana Rosa)
Yoshimitsu (Ana Rosa)

Kenjutsu sem bogu

1º – Mateus e Yori  (Guarulhos)
2º – Amargos, Silvério, Calazans  (Sumaré)

Kenjutsu Feminino

1º – Bruna, Márcia e Karine   - Técnico: Gilberto (Ana Rosa)
2º – Laura, Saieva e Mariana  - Técnico: Fugita (Argentina)
3º – Karina, Clarissa e Nuria - Técnico: Cristiano (Vila Mariana)
3º – Alana, Mariana e Maiara  - Técnico: Costa  (Niterói)
Honra ao Mérito: Moreira (Ribeirão Preto)

Kenjutsu Kobudô

1º – Marques, Massao e Mitsuo (Guarulhos)
2º – Holschuh e Guilherme  (Campinas)
3º – Edgar, Osmar e Aguilar (Guarulhos)
3º – Fonseca, Karina e Del Rio (Belo Horizonte)

Kenjutsu Senior

1º – Edgar, Osmar e Cesar (Guarulhos)
2º – Impieri e Del Rio (Volta Redonda)

Kenjutsu 0 e 7º kyu

1º – Jonathas e Pinheiro  - Técnico: Madeira (Manaus)
2º – Jefferson, Cardoso e Luigi  - Técnico: Meloni (Vila Mariana)
3º – Brito e Jorge - Técnico: Wellington (Ribeirão Preto) 
3º – Tadeu, Giovani e Zambon  -Técnico: Cristiano (Sumaré)

Kenjutsu 7º e 6º kyu

1º – Sanzio e Aguilar  - Técnico: Drawin (Belo Horizonte)
2º – Thalles, Gonçalves e Ridolfo - Técnico: Mendes (Ana Rosa)
3º – Mike, Osmar e Cesar - Técnico: Edgard (Guarulhos)
3º – Felipe, Araújo e Vitor  - Técnico: Alexandre - (São José dos Campos)
Honra ao Mérito: Renato  (Tijuca)

Kenjutsu 5º e 4º kyu

1º – Tessari, Morais e Marchese   - Técnico: Chiarella (Ribeirão Preto)
2º – Demberg, Venturelli e Meloni   - Técnico: Mendes (Ana Rosa)
3º – Del Rio, Madeira e Fujimura   - Técnico: Fabrício (Manaus)
3º – Takei, Urbanavicius e Gaston   - Técnico: Alessandro (Salvador)
Honra ao Mérito: Del Rio (Volta Redonda)

Kenjutsu 3º kyu e acima

1º – Chiarella, Brandolim e Donegá (Ribeirão Preto)
2º – Fugita, Gilberto e Wenzel ( ADM)
3º – Fabricio, Bispo e Mendes (Ana Rosa)
3º – Adeval, Drawin e Fonseca (Belo Horizonte)

Naginata

1º – Marques, Massao e Mitsuo (Guarulhos)
2º – Donegá, Tessari e Brandolin (Ribeirão Preto)
3º – Alessandro e Oliveira  (Porto Alegre)
3º – Osmar, Del Rio e Aguilar  (Guarulhos)

Iaijutsu 0 a 6º kyu

1º – Fabio e Stelini  (Piracicaba)
2º – Luigi e Zambom  (Sumaré)
3º – Felipe, Araújo e Alexandre  (São José dos Campos)
3º – Mitsuo, Marques e Laura  (Guarulhos)
Honra ao Mérito: Osmar  (Guarulhos)

 

Iaijutsu 5º kyu

1º – Bispo, Fugita e Gilberto  (Ana Rosa)
2º – Fonseca, Drawin e Adeval  (Belo Horizonte)
3º – Costa e Wenzel  (Tijuca)
3º – Kimura, Fujimura e Jefferson  (Florianópolis)

Jitte

1º – Danilo e Holschuh  (Campinas)
2º – Bispo e Fugita  (Ana Rosa)
3º – Fonseca e Drawin (Belo Horizonte)
3º – Mendes e Kimura  (Ana Rosa)

Kusarigama

1º – Bispo e Fugita  (Ana Rosa)
2º – Guilherme e Wenzel  (Tijuca)
3º – Danilo e Holschuh  (Campinas)
3º – Edgard e Osmar  (Guarulhos)




*Relembro que amanhã (01/11) o Niten ( CS 25 de Agosto - A Liga 2 - Curto e Intenso) vai estar no programa A Liga na Rede Bandeirantes as 22h15.

28-out-2011

Kenjutsu - Nito Tsuki

25-out-2011

O Resgate 11 - Em busca das minúcias de cada kamae

Dando continuidade ao que escrevi ontem (CS 24-10 O Resgate 10 - A Dinâmica Real do Combate), deixo as palavras de um aluno que resolveu pegar duas horas de avião e chegar aqui para colocar em prática o "dar vida aos katas antigos". Colocou equipamento (bogu) e ficou por 2horas sentindo o que é "descobrir os segredos dos katas " no combate:

"Fiz hoje de manhã o meu primeiro treino com bogu no shugyo (treinamento espiritual com o Sensei). Duas horas e pouco de muito, muito cansaço. Não fazia idéia do quanto estou fora de forma. Mas o impressionante é que, tanto ou mais que o cansaço físico, o cansaço mental e o medo do fracasso são os grandes adversários a serem vencidos.
Tive a honra de poder lutar – se é que pode se chamar de luta o que eu consegui fazer – com o Sensei durante mais de uma hora. Ele me mostrou e lutou comigo usando todos os kamaes (posição, postura) que eu sou habilitado a fazer. E é impressionante como nas mãos do Sensei todos os kamaes fazem jus ao nome: Fortaleza. Depois o Sensei me fez usar cada uma das posturas, para que eu pudesse tentar aplicar o que ele havia feito e também para me mostrar os pontos fracos destes mesmos kamaes, até então imbatíveis. E o Sensei quebrou a minha frágil fortaleza de todos os jeitos, seja com flechas e mísseis por cima, torpedos por baixo, estocadas, ataques aos flancos... às vezes parecia que o golpe vinha de mais de um ponto ao mesmo tempo.

Começo a perceber que cada uma das posturas antigas possui uma essência, um propósito. No entanto, as variáveis possíveis em cada uma delas são inúmeras e talvez nem todos os katas do mundo dêem conta de todas as possibilidades de estratégia. Por isso lutar com bogu: É o único jeito de provar quais as técnicas que realmente funcionam em um combate de verdade. Que eram técnicas cruciais à sobrevivência nos tempos em que, no Japão, vida e morte eram decididas no fio da espada.

 Mas para conseguir lançar mão de todo este arsenal não basta ter o conhecimento. Começo a perceber o quanto essa coisa que chamamos de ki, que parece tão abstrata, mas permeia toda a nossa existência é essencial para a realização correta das técnicas. E é justamente nos momentos de maior exaustão que é necessário puxar toda essa energia... se não, mesmo sabendo o que deve ser feito, vai ficar parado levando golpes. Isso aconteceu muito comigo hoje. Fiquei feliz em alguns momentos que consegui reagir um pouco, mas está longe, muito longe de ser o bastante.

Saio do treino com a sensação de que o Caminho é de fato infinito. Os Samurais nos deixaram um legado muito vasto e precioso de técnicas de combate, de forma que chega a ser um pecado se limitar a poucas. Minha vontade hoje é conseguir descobrir as minúcias de cada kamae que eu estudo e também conseguir aprender muitos outros. Com isso, espero fazer parte do propósito do Sensei e do Niten: Dar nova vida às artes antigas, tesouro que os Samurais preservaram até os dias de hoje."

Takei - unidade Salvador
 


Em busca das minúcias de cada kamae

24-out-2011

O Resgate 10 - A Dinâmica Real do Combate

"Os treinos de katas podem ser considerados como uma versão teórica do combate. Isso porque as seqüências ensinam as formas corretas das técnicas, sem contudo trazer a dinâmica viva do combate real, sua adrenalina, sua emoção. Daí a importância de se aplicar essas técnicas, esses segredos formais em combates com equipamento de proteção, e a experiência de mais de 40 anos do Sensei Jorge Kishikawa no Kendo permite que essa ligação seja feita com critério no Kenjutsu. Esse é o segundo Pilar do resgate, pois a mera tentativa de lutar aplicando técnicas tão sofisticadas, sem um embasamento correto, poderia gerar riscos à segurança dos praticantes. Nesses quarenta anos de prática com equipamentos de proteção, o Sensei Jorge Kishikawa acumulou um conhecimento sólido sobre todas as vantagens e fragilidades dos equipamentos disponíveis, permitindo um uso seguro dos mesmos."


Atento você ao trecho "sem contudo trazer a dinâmica viva do combate real...".  
Mas, o que vem a ser a tal "dinâmica viva"?
O combate real é algo dinâmico, e não uma estática definição de movimentos, como ocorre nos katas.
Quero dizer,:

1. O kata , por ser imutável , não pode ser aplicado a olhos vendados  ou a risca  no combate real.
Tal como um encontro nunca será o mesmo, o combate também nunca o será.  Apesar de termos uma forma pré-concebida para nos posicionarmos de acordo com as diferentes situações, não podemos não ater a elas, pois teorias pré-definidas de nada valerão se não pormos em pratica. Quantos guerreiros intelectuais já não sucumbiram por imporem os seus conhecimentos acadêmicos à frente e desconhecerem o "macete" da realidade pratica?!

2. O kata, apesar de ser imutável, pode ser aplicado com variação e criatividade no combate real.
Se for mutável já não é mais o original. Deixa de ser o verdadeiro para ser o falso.

Novamente, tomo, como exemplo, um encontro.
Sem mudar as regras e as etiquetas de um bom relacionamento, é preciso nos posicionarmos de acordo com as situações e agirmos com variação e criatividade para que as teorias pré-definidas tenham validade. Ou melhor, se agirmos, de acordo com as regras e etiquetas pré-estabelecidas, mas com variação e criatividade, teremos maior chance de termos êxito em nosso encontro.
Esta adaptação é imposta pelo próprio adversário. Um exemplo: um adversário que coloca a ponta de sua espada voltada para o nosso rosto nos obriga a adaptar, mesmo que  levemente, o kata que treinamos com a ponta da espada voltada ao nosso pescoço.
Naturalmente, seremos obrigados a criar um kata no combate que, apesar ter o seu fundamento no kata original, varia em pequenos detalhes na forma, velocidade ou força conforme a situação assim o exigir.
Está óbvio que desta forma, aplicar os katas  no combate em Kenjutsu:

a) Ampliará a visão de cada situação para todo aquele que praticá-lo.
b) Desenvolverá o potencial humano de adaptação e criatividade, requisitos número 01 para todo estrategista

Por ser o combate uma situação não pré-estabelecida, o praticante descobrirá, aos poucos em COMO aplicar os katas, descoberta que não estará ao alcance daqueles que apenas treinam os katas.

Na próxima vez, falarei um pouco mais sobre este importante e delicado assunto.


A dinâmica real do combate

20-out-2011

Lesão LCA no Judô

"Konbanwa Sensei!

Shitsurei shimassu!

Sobre o assunto do Café - Morte no Judô (
CS - Morte no Judô - 19-out-2011), muito lamentável e triste saber que um garotinho de 6 anos teve sua vida interrompida justamente quando estava iniciando no caminho de um esporte marcial.

Tive uma breve experiência no Judô quando morava em Teresina/PI em 2008, ocasião em que me encontrava, fisicamente, afastado do Niten.
Resolvi tentar o Judô pois o Piauí gozava e ainda goza de um certo status no esporte por contar com atletas medalhistas nacionais e internacionais.

Indo direto ao ponto! Ingressei como todo mundo. Faixa branca, 0 kyu mas trazia a bagagem do Niten comigo o que logo
chamou a atenção dos professores. Os treinos não eram leves não e logo percebi que era muito fácil se machucar.
Buscava sempre fazer tudo com muito cuidado e com atenção. Entretanto, em um shiai que era realizado toda sexta-feira
me confrontei com um jovem faixa roxa ou marrom, não me recordo. O jovem veio com muita energia! Tentei, dentro do
que eu havia aprendido, aplicar uma técnica, o Uchi Gari, se não me engano. Ele era bem forte e conseguiu reagir rápido mas o contragolpe fora violento de modo que de imediato tive uma ruptura do LCA da minha perna direita. Foi uma dor tremenda! Não sabia se ficava em pé, deitado ou em seiza! Ainda quis continuar mas o Senpai que coordenava o Shiai me mandou sentar e aguardar. Saí do dojo mancando e com muita dor.
Só soube do rompimento após consulta com médico ortopedista que logo diagnosticou a minha situação como caso cirúrgico. Fiz a operação em 2009 e hoje tudo bem, mas ainda sinto alguma dor, suportável felizmente. Isso me tirou de cena! Tive que entrar de licença médica por um mês no trabalho, dentre outras pequenas inconveniências.

Sensei, não quero aqui culpar ninguém. Se alguém foi culpado, possivelmente eu ou pessoa alguma. Foi uma causalidade. Mas no consultório o médico que me diagnosticou, confessara que estava preocupado pois esse tipo de de lesão estava aparencendo com alguma constância.
Felizmente ainda não soube de nenhum caso fatal no Piauí.

Gostaria de deixar uma certa impressão que tive ao assistir treinos de judô e participar de alguns. Observei que à medida que os alunos iam se graduando não iam, infelizmente, apurando a técnica. Lutas de faixas roxas e marrons me pareciam meio truculentas, sem a beleza da ARTE marcial. Eram embates de força. Eu me perguntava: o Judô não é o Caminho da Suavidade?! Cadê a suavidade? Com isso, RESSALTO também não estou querendo desmerecer nenhuma academia, atleta de judô ou mesmo a elevada arte desenvolvida pelo Jigoro Kano Sensei. Ainda hoje guardo meu judogi. Mas já tendo treinado Kenjutsu, ficou muito evidente esse aspecto. Hoje podemos ver graduados de kenjutsu a partir do 5° kyu fazerem lutas com técnica, estratégia e muita energia sem ser simplesmente choques de espadas de bambu.

No mais, rogo para que a família do pequeno guerreiro tenha paz e consiga superar essa perda tão trágica.

Shitsurei shimassu pela extensa mensagem Sensei.

Domo arigatou gozaimashita por sempre buscar nos corrigir a direção no Caminho!

Sayounara"

Helano - unidade Fortaleza
 

 

Veja o que respondi:
 
A lesão que você teve (LCA= rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho), em minha experiência , só ocorre se houver um forte traumatismo como em um acidente de carro ou em um "carrinho" bem aplicado no futebol.  No seu caso, é de se espantar, pois você tem um porte físico avantajado em relação a maioria.
Acredito que suas palavras contribuirão para a conscientização e desenvolvimento de um judô saudável  no Brasil e na América Latina, onde o Niten tem a sua influência.
Meu pai treinou judô (chegou à preta), eu treinei e meus filhos também treinaram.
Nutrimos paixão e somos gratos a esta modalidade esportiva, mas não podemos nos calar para evitar que mais crianças (e adultos)  continuem sendo vítimas de instrutores desqualificados.

19-out-2011

Morte no Judô

Trago esta matéria veiculada na mídia japonesa neste mês:

"A Japanese court has found a martial arts instructor guilty over the death of a six-year-old boy AFP

A Japanese court on Wednesday found a martial arts instructor guilty over the death of a six-year-old boy, a court official said, in the first criminal case over judo training in Japan.

The Osaka District Court found the instructor guilty of causing the boy’s death by repeatedly slamming him to the floor during training, ordering the defendant to pay a fine of one million yen, the official said.

It is the first criminal case filed by Japanese prosecutors against judo trainers, according to a victims’ group, despite over 100 child deaths blamed on harsh training or hazing between 1983 and 2010.

The 36-year-old instructor, who owned a private judo club in Osaka, admitted he threw the boy excessively in training. The boy died in November last year from brain swelling, local reports said.

Ryo Uchida, associate professor at Nagoya University Graduate School of Education and Human Development, said at least 114 deaths during judo training had been reported between 1983 and 2010 at schools alone.

“The number of children’s deaths, including those outside of schools, like the case of Osaka, remains unknown,” Uchida told AFP.

“These serious accidents show that even experienced judo practitioners could give training inappropriately and cause grave injuries or death,” he said.

“Instructors must be well aware of the risk of brain injuries and be prepared for emergency treatment.”

Keiko Kobayashi, whose youngest child suffered brain damage when he was 15, welcomed the “historic” ruling but questioned if the one million yen fine was sufficient “after one child’s life and future was lost.”

Judo, which became an official Olympic sport at the 1964 Tokyo Games, has long been seen as a respectable tool for training the minds and bodies of young Japanese and forms a major part of military and police training.

But many argue that abusive trainers are able to escape criminal charges due to the physical risks inherent to the sport.

The All Japan Judo Federation, which recognizes 86 judo incidents—some of them fatal—in the eight years to 2011, revised safety guidelines in June to warn against the risk of head injuries."

 

Traduzido em Português:

"Instrutor de Judo considerado culpado por morte de criança durante o treinamento

Na quarta feira um tribunal Japonês considerou culpado um instrutor de arte marcial pela morte de um garoto de seis anos, de acordo com um oficial de justiça, no primeiro processo criminal sobre treino de judo no Japão.

O fórum de Osaka considerou o instrutor culpado de causar a morte do garoto por arremessa-lo repetidas vezes ao chão durante o treinamento. O acusado terá que pagar uma multa de um milhão de ienes, de acordo com o funcionário.

Este é o primeiro caso aberto por promotores japoneses contra instrutores de judo, de acordo com um grupo de vitimas, não obstante mais de 100 mortes já terem sido atribuídas a treinamento severo ou trotes entre 1983 e 2010

O instrutor de 36 anos, que possuia uma escola de judo em Osaka, adimitiu que arremessou o garoto excessivamente durante o treinamento. O garoto faleceu em novembro do ano passado de edema cerebral, de acordo com reportagens locais.

Ryu Uchida, professor adjunto na Nagoya University Graduate School of Education and Human Development, disse que pelo menos 114 mortes durante treinos de judo foram relatadas entre 1983 e 2010 apenas em escolas.

"O número de crianças mortas, incluindo aquelas ocorridas fora de escolas, como o caso de Osaka, continua desconhecido", disse Uchida à AFP

"Esse acidentes sérios mostram que mesmo judokas experientes são capazes de ministrar treinamento de forma inadequada e causar lesões graves ou morte", ele disse

"Instrutores devem estar bem conscientes do risco de lesões cerebrais e estarem preparados para tratamentos de emergência".

Keiko Kobayashi, cujo filho caçula sofreu lesão cerebral aos 15 anos, comemorou a "histórica" decisão, mas questionou se a multa de um milhão era o suficiente "após a vida e futuro de uma criança ter sido perdida"

O Judo, que se tornou oficialmente um esporte Olímpico durante as Olimpíadas de Tóquio em 1964, tem sido vista há um longo tempo como uma respeitável ferramenta para treinar as mentes e corpos dos jovens japoneses e forma a maior parte do treino militar e da polícia.

Mas muitos argumentam que instrutores abusivos conseguem escapar processos criminais pelos riscos físicos inerentes do esporte.

A All Japan Judo Federation, que reconhece 86 incidentes no judo - alguns dos quais fatais - nos últimos 8 anos, revisou suas orientações de segurança em junho para alertar sobre o risco de traumatismos cranianos."
 



Antes de dar qualquer palpite, reflita.
Não seja afoito para não dar uma opinião superficial de um leigo, que nunca deitou e rolou em um tatame.
Feito isso, na minha opinião, acredito que você pode dar a sua posição.
A minha?
Está bem escrito lá no Shin Hagakure (ed. Kendoonline), pag 173:

UM TOQUE BASTA

“Quanto menos esforço, mais rápido e forte você se torna”
Bruce Lee


 

Era um final de semana, um aluno me trouxe um assunto delicado em relação à prática do Tsuki, “golpe da estocada”, ao pescoço do adversário.

Como praticante do Kenjutsu, se mostrava preocupado pois estava com hérnia de disco, precisamente na região cervical (pescoço). E com toda razão.

No kendo, um tsuki é considerado válido quando é o suficiente para "deslocar" o pescoço do oponente para trás. Eu sei como é isso. Treinei exaustivamente por décadas este golpe.

Na década de 80, quando participava de torneios, só éramos eu e meu irmão aplicando os golpes tsuki.

No entanto, percebi sobre a ótica médico-desportiva que este golpe esconde um grande perigo: lesão da coluna cervical acarretando a já conhecida hérnia de disco.

Muitos professores no Japão me "consultavam" sobre a dor que tinham no pescoço e algumas delas iam dos braços às mãos. Mediquei-os sempre que me consultavam. Ou seja, ao longo das décadas de treinamento, o que era para ser um esporte saudável se tornava causa de grandes danos.

Este fator foi decididamente o determinante para a orientação que tenho dado no treinamento do kenjutsu. Entendo que sendo uma espada real, a katana, os golpes não precisam "deslocar" ou "empurrar" o adversário. Ou, melhor dizendo, se fosse uma katana mesmo, uma perfuração de um centímetro já seria fatal para lesar as partes vitais do oponente.

É possível que haja alguém desinformado que não compreenda a validade de um tsuki no torneio de kenjutsu por achar que faltou "força" para deslocar o adversário.

Compreenda: não há necessidade de "deslocar" o pescoço. Um toque basta.

O importante é atingí-lo.”
 

Ou seja, o que ocorreu neste caso no judo, considero-o inaceitável.
Um instrutor que leva o treinamento as ultimas consequências, como neste caso, deve ser banido imediatamente de sua organização.
Surpreendente foi saber que houveram tantas mortes nesta modalidade.
1.000.000 yenes são U$ 10.000.




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