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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei


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16-set-2011

O Resgate 3 - Viagem ao tempo dos Samurais


Katas que valem por 60 duelos



Treinamento de Katas do Suio Ryo criado por Mima Yoichizaemon Kagenobu há quase 400 anos.


O Samurai dominava
muitas armas

"Os samurais defenderam o Japão por quase mil anos e, durante todo esse período, que conheceu seu fim em 1868, o treinamento marcial era intenso e diversificado. Um samurai autêntico devia conhecer o manuseio e os recursos de diversas armas, tanto para utilizá-las em combate, como para saber como lidar com elas se acaso algum oponente as usasse contra ele. Mas a diversidade não estava apenas nas armas: mesmo no uso da espada, símbolo da identidade do guerreiro samurai, existiam muitos estilos, muitas

maneiras de lutar, muitas formas de dominar e vencer o oponente, estivesse esse utilizando uma espada ou quaisquer outras das muitas armas utilizadas pelos guerreiros japoneses.

O treinamento dos estilos samurais se dava na forma de Katas, isto é, seqüências pré-determinadas de movimentos, por meio dos quais as melhores interações de golpes eram condicionadas pelos guerreiros. Cada feudo se matinha fiel a um estilo, às vezes exclusivo, e sua sobrevivência militar se baseava no domínio das técnicas e, naturalmente, o quanto possível, no desconhecimento dessas técnicas pelos feudos rivais. Kamaes (posições de luta), golpes, armas e toda sorte de detalhes de um determinado estilo eram conservados por gerações de mestres e discípulos, e sua transmissão guardada a sete chaves.
Mas, e na prática, como esses Katas eram testados?

Se você pensou que os katas eram testados em duelos, em combates reais, acertou em cheio!  Via de regra, não havia segunda chance para um estilo ineficiente, ou para algum samurai inábil no estilo que treinava. Você precisava confiar na eficácia dos katas que treinava, tornar-se bom neles, para que sua vida e, mais importante ainda, a vida de seu feudo prevalecesse sobre a dos seus rivais."

Os katas eram simulações das posições de ataque e defesa , movimentações das técnicas envolvidas, aumento da velocidade, precisão e poder de impacto dos samurais que as treinavam. Repetição e constância melhoravam sua autoconfiança na aplicação desses katas, o que também , como é de se esperar, precisavam ser testados em combate. Seja nos campos de batalha, os senjo, ou nos duelos individuais, os hatashiai.

Treinando os katas do Niten Ichi Ryu , podemos vislumbrar o poder de invencibilidade de Musashi sensei (Miyamoto Musashi), poder este, inconteste em seus 60 duelos ao longo de sua vida. Basta treinar apenas um deles por pelo menos 60 luas e verá que brotará em você uma força interior indescritível. Algo como a certeza absoluta da vitória.

14-set-2011

O Resgate 2 - Wakigamae

Para ilustrar o wakigamae (CS 13-09-11 - O Resgate 1 - Viagem ao tempo dos Samurais), coloco a imagem de um dos samurais do filme "Os Sete data-scaytid="5">Samurais", do saudoso diretor Akira Kurosawa.
A primeira vista , dá a impressão ao seu oponente que a guarda esta totalmente aberta.
E o perigo maior reside aí.
Somente aqueles que já foram golpeados com técnicas vindas de wakigamae sabem que não é tao simplório assim.
Coloque-se no lugar de um oponente e tente descobrir o que pode acontecer quando lutar contra alguém em wakigamae

13-set-2011

O Resgate 1- Viagem ao tempo dos Samurais

A partir de hoje, colocarei um texto elucidativo sobre o Resgate das Tecnicas do Combate Samurai no Niten.
Este texto foi desenvolvido por um de nossos coordenadores ao longo de nossas várias conversas após o treino e certamente acrescentará um novo rumo a aqueles que buscam conhecer o universo do combate samurai.

"Convido você, amigo interessado em artes marciais, a fazer uma viagem no tempo, um tempo de duelos, de guerreiros intrépidos, a um país que idolatra a disciplina e a marcialidade: vamos juntos ao Japão, durante o início do Período Edo (século XVII da era cristã), e façamos uma viagem, como andarilhos, por uma estrada isolada próxima a algum Castelo feudal...

 

Imagine que você é um samurai, portando suas duas espadas - a longa e a curta -, quando, de repente, se vê enredado num duelo contra algum samurai desconhecido, que lhe observa com olhos vivos e emanando uma energia assustadora...
Seu adversário desembainha sua espada longa, faz um movimento rápido para trás e a acomoda com a ponta para trás, ao lado da cintura, completamente oculta a você. Observando-o de frente, é impossível medir o tamanho de sua arma, tornando muito perigoso se aproximar pois, se você chegar a uma distância muito próxima, poderá sofrer um golpe repentino e tombar sob sua lâmina sem sequer poder reagir. Eis o dilema! Ignorante sobre a arma do adversário, qual estratégia lhe levará à vitória? Como sobreviver? O que fazer?

Sim, seu adversário usa uma posição de luta (kamae), conhecida como Wakigamae, treinada em muitos estilos de Kenjutsu, e uma das mais poderosas que existe. Diante de tal kamae, o perigo é sempre iminente, e uma precipitação lhe custará uma derrota fatal. Assim era o Kenjutsu antigo treinado no Japão: multifacetado, criativo, misterioso e diversificado. Cada feudo cultivava seu próprio estilo - sua sobrevivência dependia disso. No conflito real, na guerra ou nos embates individuais é que um estilo se consagrava ou era relegado ao esquecimento histórico. Todavia, o mais importante é lembrar que cada embate samurai possuía um dramático conflito de técnicas ocultas, escondidas, além de armamentos diversos, que iam da famosa Kataná, a Espada Samurai, ao leque de Guerra. Uma caminhada pelas solitárias estradas do arquipélago, sem dúvida, não era uma tarefa das mais seguras... Como você se preparia para lutar em tal contexto?"

Continua ...

05-set-2011

Kenjutsu - Chudan Men

02-set-2011

Egan e felicidade

A capa do Egan exibiu uma foto interessante. Um bom golpe ao crânio do oponente (men) partindo de uma mulher. Postura, firmeza nos braços, mãos e pernas. Por outro lado, nota-se que seu oponente quase acertou em golpe ascendente o seu antebraço (utikote). Golpes velozes que só um bom fotógrafo e que entenda de um combate de kenjutsu poderia captar. Omedeto aos três.
Musashi sensei treinava os katas com a espada menor (kodachi) em campos abertos (nohara) como na foto de abertura do Gashuku Ibiuna. Isto fez com que se energizasse muito além de seus adversários, que só treinavam em dojos (academias) a quatro paredes. Seu vigor superava a de qualquer um na época, a ponto se ser chamado de "monstro" (Shin Hagakure - pag 140).
Tambem na abertura do 10° Torneio, temos a imagem central de um men contra um utikote. Ao lado esquerdo, Holschuh segura o bastão (jo) em postura kasumi (orvalho) do kata tsubawari (rachar a guarda).
Escrevi em "Minha Visão" no Shin Hagakure (pag 355), resolvemos ir para o México. Com a ajuda dos deuses e budas, fomos recebidos pelos irmãos latinos como bem demonstram as fotos. Como disse o nosso aluno  Dierk, "mui viajado por todos os mares", o México faz parte da América do Norte. Então, posso dizer, com alegria que "rolamos" muito: o Niten chegou, acredite (nem eu acredito) a América do Norte.
Alegria, superação, aprendizado, socialização e a pureza puderam ser visto neste video do KIR  Jovem. Até os pais ficaram jovens!
A foto no Planetário com o robô alemão Carl Zeiss. Nikkyoji e Niten em prol das crianças. Mais alegrias ao Niten. Tem a foto que mais se parece com as cerejeiras no Japão, a "pelada" e o piquenique no parque. Arigato Cassia, Rogerio , Karen e Yoshikawa san do Nikkyoji. Foi uma manhã agradável que levaremos em nossos corações.
Audio visual: a noite em que todos nós não pudemos deixar de derramar lágrimas (mesmo para o Danilo e o Uehara que assistiram pela 2a vez). Repare que os nossos alunos japoneses estiveram em peso. Os mortos estão sendo recompensados.
Veio em boa hora este Egan.
Digo o por que:  são 19:05 h está com uma sensação térmica de 9 graus aqui em SP . Vou abrir um Pinot Noir e um brie e curtir as fotos.
Isto é felicidade!




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01-set-2011

Kenjutsu - Gedan Do

30-ago-2011

Kir Jovem em ação 2 - Ser Criança

Ser criança.
Verbo que, nos dias de hoje, se trata de uma utopia.
Utopia que a cada dia ganha mais força neste mundo em que vivemos.
E não é?  Desde cedo são "induzidas" a  se alfabetizarem, somarem, dividirem , "globalizarem" e  realizarem todos os verbos que canalizam as crianças para o futuro que lhes aguarda: competirem até se acabarem em um mundo competitivo.
Algumas já estão colocando em prática como sugere o sistema:  se "acabando" antes mesmo de completarem os seus 10 aninhos de vida.
Depressão, estafa, stress, agressividade descontrolada e por aí vai e você sabe do que estou falando e que a midia não para de expor.
Realidade que não podemos negar é que o mundo é competitivo.
Entretanto, lamentável é que as crianças deixem de ser crianças quando poderiam ter sido , melhor dizendo, perderem a infância.
É sob esta ótica (e experiência própria)  que as crianças aqui no Niten se mantem longe de competições (1 x ao ano), ao contrário de outras, que tem em media 6 a 10 vezes por ano.
Há coisas mais importantes a trabalhar com elas do que "joga-las" em competições.
Para crianças, mais do que uma competição é  necessário darmos uma boa orientação!
Pois que de competição, com o perdão da palavra, o mundo está cheio.






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