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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei Jorge Kishikawa


Últimas postagens:

29-fev-2008

Para as próximas gerações

Pediram-me comentários sobre o vídeo de ontem  
Foi uma das matérias mais bem feitas dentro do Niten. 
Fiquei contente em ver os alunos satisfeitos e dando seus depoimentos verdadeiros sobre o Niten. 
Peço a sua atenção num trecho em que a repórter me pergunta sobre o que sinto em ser o único samurai ensinando esta técnica milenar. 
Obviamente que não assumi a condição de ser um samurai, haja visto que a classe foi extinta em 1868 e pressuponho que você entenda esta situação, na qual respondi : 
- Muita responsabilidade você passar estas técnicas, de forma fidedigna, para as próximas gerações. 

Vou te dizer o porquê de muita responsabilidade e quero que preste bem atenção... 
Uma das razoes é que até o Niten ser fundado, há 15 anos, nunca se ouviu falar em "kenjutsu" aqui no Brasil. Depois que o kenjutsu se tornou conhecido, como eu havia previsto, não demoraram a aparecer pseudo professores e "picaretas" de kenjutsu se aproveitando para "pegar o mesmo barco". Dá para entender o que quero dizer, não? 
Outra razão: em todas as modalidades, a grande maioria dos professores pratica regularmente, tem a sua faixa preta ( reconhecida ou não reconhecida por federação) e leciona para um grupo ou mais de alunos. Mas não o suficiente para se entregar de corpo e alma neste Caminho. Quando falo de corpo e alma, meu caro, quero dizer, entregar-se plenamente à pratica deste Caminho. O suficiente para deixar a sua profissão. 
Profissão?!! Aí o bicho pega. Tem que ler o livro Musashi para entender... 
Lembro de um diálogo que tive com um mestre, quando ainda era estudante de medicina, ao querer me aprofundar na didática do treinamento. Ao que ele me respondeu: 
- Kishikawa, a partir daqui, deixe conosco, profissionais. Não é da sua conta. 
Não gostei muito naquela época, mas agora, vejo que faz sentido. 
Se não for assim (e isto é difícil!), será praticamente impossível de se passar estas técnicas.
De forma fidedigna. 
Para as próximas gerações. 

27-fev-2008

Fotos do Gashuku 2

Dando seguimento as fotos do Café de ontem


"Que arma é essa?"

"Respeito"


"Olha o pé!"


"Falando sério..."

"It is Kobudo!!!"

26-fev-2008

Fotos do Gashuku


"Adiante!"

 


"Gigante pela propria natureza..."


"Iei."


"Dever cumprido."

21-fev-2008

Visita de 6° dan de kendo 1

Ontem, a Unidade Ana Rosa teve o prazer de receber um praticante de kendo do Japão, sr Sawada.
6° dan e praticante ha mais de 30 anos, foi apresentado pelo nosso aluno Hideo, que o conheceu em sua empresa. Em nossa conversa, tivemos a surpresa de conhecermos vários mestres de kendo, e principalmente, pelo fato de eu já ter visitado e praticado no local onde ele treinara durante a adolescência: Yatsushiro Higashi, em Kumamoto. Este colégio ficou conhecido no Japão por mais de uma década por ser o celeiro formador de campeões de kendo no Japão. Fico contente por meus alunos terem tido a oportunidade de cruzar espadas com renomado colega.

20-fev-2008

Lançamento do Site

Enquanto tomamos o nosso Café, coloco a disposição algumas fotos do lançamento do nosso site.


o site como era antes e como está agora
(o evento teve atualização em tempo real)

 

18-fev-2008

Dar a cara para apanhar!

Dando continuidade sobre o Café de quinta ( 14fev - Bushido, o que é? ), recebi email de um karateca pedindo mais detalhes na aplicação do Bushido nas artes marciais. Antes de mais nada, devo dizer que existem artes e "artes". Mas vamos considerar que estejamos falando em arte marcial na sua verdadeira concepção, ou seja , Bu do, o Caminho do Samurai. Assim sendo, posso lhe dizer que, ter o Bushido não é somente mostrar coragem na hora de lutar, de ir para a guerra. Ter o Bushido é , mesmo em tempos de paz, dar a sua cara para apanhar, por não ter vindo ao treino da manhã... ( 13 jun - #### kuden ) Acho que vai ser difícil você me compreender. Deixemos este assunto para o Gashuku*.

 
*gashuku = concentração

31-jan-2008

Amigos sem preconceitos

Chegando na capital, senti as mudanças. 
Por estar numa cidade onde o número de descendentes era proporcionalmente grande em relação a população total (Suzano), não sentia que estava isolado como aqui na capital. 
Fui morar na zona Norte, lá no Tremembé, depois de concluir o primário. Na época, tinham muitos imigrantes alemães e italianos. O resto, brasileiros. Brancos, mulatos, negros. Nada de japonês. 
Continuavam as brincadeiras, mas nem por issso deixei de ter amigos que nunca fizeram este tipo de brincadeira. 
É.... 
Enquanto eu tomo esta xícara de cafe, acho que descobri a resposta para o Café do dia 21 Pois é...a diferença é a EDUCAÇÃO. Educação que se recebe em casa. Obviamente que, pais devidamente educados terão bagagem suficiente para passar a seus descendentes as diferenças raciais, sociais e culturais de cada povo e o comportamento adequado para com eles. Isto, de forma verdadeira. Sem preconceitos. 
Infelizmente, naquela época, poucos foram os que receberam uma boa educação.

30-jan-2008

Fogos de Artifício e Tameshigiri

Não é de hoje que falo que não se deve brincar com fogos de artifício. 
Na época em que dava plantões no Natal e Ano Novo era só dar meia noite que depois de 2 minutos já chegavam os pacientes com as mãos e braços todos arrebentados com os fogos de artifício. 
Não menos perigosa é a prática do tameshigiri*, quando feita por elementos que mal conseguem entender a importância da katana como objeto de combate e muito menos o significado de seu espírito. 
Há também pseudo professores que incentivam esta prática a fim de angariar alunos, por não possuírem outros conhecimentos. Ao contrário do Niten, no qual somente os mais graduados podem experimentar, estes pseudo professores, irresponsáveis por sinal, indicam aos seus alunos, lâminas baratas (e perigosas pela má fabricação) já nos primeiros dias, quando estes mal conseguem desembainhar a espada. 
Impressionam os espectadores só por estarem cortando algo com uma espada. E, é claro, existem tolos para este tipo de atividade. 
Não. Não se deixe enganar. 
Tameshigiri é coisa séria. 
Não é fogos de artificio.


*tameshigiri = tameshi (testar)+ giri (corte) 
prática de cortar objetos com espada com lâmina

29-jan-2008

Shinbo

Você já pode ir embora, 
ou 
Amanhã não haverá treino (quando na verdade haverá), 
ou de forma mais direta: 
Este treino não é para você 
são frases que podem ser ouvidas nos dojos* tradicionais de kobudô* no Japão. 
Se você não for convidado para participar, não entra. 

São treinos onde somente os mais veteranos têm acesso a katas, armas e detalhes diferentes.
Acho que isto responde o comentário feito por um visitante que, ao assistir um dos treinamentos no Niten observou que os exercícios eram praticamente idênticos aos de kendo. 
Recomendo um pouco de shinbo* nesta viagem, meu caro...


kanji shinbo = paciência

*dojo = local de treinamento 

*kobudô = artes dos samurais antigas 

*shinbo = paciência

28-jan-2008

Café com açúcar

Neste final de semana quebrei algumas regras:
Estive em Ribeirão Preto, berço da comunidade japonesa no Brasil, onde foram os nosso primeiros imigrantes. Até então, sempre havia ido de avião, num pulo. 
Desta vez fui de carro. Estrada. Era chão que não acaba mais. Reta. Foi bom porque percebi o quanto devem ter sofrido os primeiros japoneses, pegando a ferrovia que os levaria às terras do café. Sem conseguir falar uma palavra, em terras totalmente desconhecidas, num futuro incerto, num trabalho incerto. Foi o começo de toda a imigração.

Ribeirão Preto é também conhecida por ser a terra do café. E não é só no nome, não.
Tive a oportunidade de tomar um cafezinho, que você nem imagina ...
Só que desta vez, foi com açúcar. 
Do contrário, teria sido um sacrilégio...




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