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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei


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13-ago-2007

3 Anos

Acho que você até deve ter ouvido falar, mas para iniciar qualquer prática, e aqui eu não digo "Caminho", pois isto não vale só para as práticas voltadas para a formação espiritual e do caráter do indivíduo, mas todas que nos exigirão dedicação e investimento de tempo, são necessarios 3 anos para procurar o seu mestre. 
Não é para ir no curso da esquina ou naquele que as aulas são mais baratas. 
O meu conselho para início de conversa, é sabermos o que vamos aprender, o que vamos fazer, no que vamos nos tornar hábeis. De acordo com o que vamos querer, escolhemos então o professor para o nosso objetivo.
Depois da escolha, o resto é acreditar. 
Ter FÉ ( 7 de agosto - Lealdade ).

 

 


sannen = tres años

10-ago-2007

Katas Alterados

Estava falando em um dos treinamentos de nossos katas de Kobudô*, que os mestres ficam preocupados com a transmissão de técnicas de Kobudô feitas por professores de outras modalidades. Uma delas, o aikido. 
O aikido, modalidade que também tive oportunidade de praticar, enfatiza a suavidade, movimentos circulares, não gritar durante a execução dos golpes e etc. 
Muito bom ver o interesse por parte de praticantes de outras modalidades em aprender as técnicas antigas do Kobudô, sejam elas kenjutsu, iaijutsu ou jojutsu. Certamente lhes será benéfico, pois ao utilizar a espada melhorará as percepções quanto ao tempo, distância e muitos outros, além de descobrir as origens das técnicas que originaram os seus golpes. 
No entanto, ao executarem as técnicas com espada, percebemos que determinados padrões começam a aparecer, de acordo com a modalidade praticada pelo aluno. Vou te dar um exemplo: praticantes de karatê shotokan quando vêm aprender, tendem a dobrar os joelhos em demasia, mas  aprendem e assimilam bem os katas e o combate de kenjutsu. Os de aikido tendem a deixar a base triangular (pés não paralelos), mas por outro lado não têm o problema da maioria dos iniciantes que é o de golpear com excesso de força. E por aí vai. 
O que preocupa os mestres no Japão não é o fato de verem alguns praticantes de outras modalidades aprendendo, mas o fato de ver estes praticantes, na qualidade de "professores", transmitindo de forma alterada e deturpada as técnicas e os katas dos estilos de Kobudô. 
No meu entender, vejo duas causas para este fato estar acontecendo. E acredito que não seja por maldade, não. 
A primeira, pela inexperiência destes professores em combate com espadas, sem o qual fica difícil entender a adrenalina, o ki, a energia que está na espada e por conseguinte nos katas de Kobudô. 
A segunda, por carregarem já há muito tempo a forma adquirida, "vícios", como exemplifiquei anteriormente. Infelizmente isto não muda de um dia para outro. Para eliminar um (e apenas 01!) vício são necessários 10 anos, pelo menos. 

Quer aprender e conhecer para ampliar o conhecimento? Que bom. Vamos lá. 
Mas, quer "ensinar"??? Por quê?  Para angariar alunos? 
Aí já é maldade. 
É preocupante...

 


kata


*Kobudô= artes marciais antigas

08-ago-2007

Origem do Kenjutsu

Hoje aproveito para esclarecer uma dúvida que pode ser a de muitos, através deste email:

Kaio Corsato wrote: 
Kombawa, Sensei
Aqui é seu aluno Corsato Kaio o qual lhe perguntou hoje sobre a origem do Kenjutsu, o senhor havia me mandado enviar um e-mail perguntando sobre o Kenjutsu: 
Sensei Onegai-Ishimasu, Qual a origem/hisória do Kenjutsu? ^^ 
Domo Arigatou Gozaimasu.(desde já pela atenção)

Corsato,
A origem do kenjutsu vem de tempos remotos em que a espada no Japão ainda era reta. Denominava-se tsurugui.
Por volta de 1280, principalmente com a invasão dos mongóis, liderados pelo neto do grande Khan, Kublai Khan, os samurais se viram obrigados a aprimorar as suas técnicas no manuseio com a espada. É nesta época que começa a aparecer a palavra "kenjutsu", propriamente dita, e também as técnicas mais complexas e refinadas. Muitos estilos se perderam com o tempo, mas o termo Ken Jutsu ao lado de não muitos praticantes, continua vivo até os dias de hoje, no Japão.
Um dos estilos mais antigos é o Tenshin Shoden Katori Shinto ryu, o qual também estudo ao lado de outros que você bem conhece.
Podemos então dizer que estudar o Kenjutsu é: entrar no tunel do tempo. 
Simplesmente, emocionante.


Samurais em confronto contra os mongóis - 1281

07-ago-2007

Lealdade

Nestes dias de descanso, pude tirar algumas conclusões e uma delas é sobre a Lealdade.
Todos os mestres, independente do caminho, da modalidade e até da técnica adquirida, quando têm décadas de ensino passam ensinando vários alunos.
Anos e décadas ensinando, forjando e orientando, alunos que não raro, de um dia para o outro, vão-se embora de maneira, digamos não digna, assim penso eu.
Independente dos motivos, quando a situação não os interessa ou não se apresenta favorável a eles, estes alunos viram as costas e somem. Mesmo assim, estes mestres vão tocando o barco. E por isto mesmo os respeito muito. Seja ele de karatê, do ikebana* ou de koto*.
Pouco a pouco vou entendendo que a Lealdade, bela palavra, independente de qualquer época ou civilização, tem a ver com a FÉ, e não com a virtude ( 07 de abril - Procura-se Lealdade ).
A Lealdade não se adquire com o treinamento. A Lealdade existe dentro do indivíduo.
Ou ele acredita, ou não acredita.
Ou ele tem fé no mestre, ou não tem.
Fazer o quê...


o Último Samurai, leal ao Imperador


*ikebana= ornamento floral
*koto= harpa japones

03-ago-2007

Retiro espiritual

NOTA DO EDITOR: o Sensei está em retiro espiritual


yassumi: descanso

02-ago-2007

Retiro espiritual

NOTA DO EDITOR: o Sensei está em retiro espiritual

 

01-ago-2007

Kenjutsu após 25 anos

Após o treinamento intensivo do Niten Ichi Ryu, um aluno me enviou este email:

"Ohayou gozaimasu* Sensei! 
Shitsurei shimasu 
Novamente quero agradecer pelo treino de ontem! 
O treino do makimono*... Sensei, espero que entenda essas palavras, pois são de coração: aos 10 anos, comprei aquela velha edição traduzida do inglês do Livro dos 5 Anéis. Era uma criança que não sabia nada de cultura japonesa e kenjutsu*, mas o livro chamou minha atenção, comprei e tentei estudá-lo. Tentava fazer os movimentos de pé, a postura do corpo, pegava umas ripas de madeira e pensava duas espadas. A vida seguiu seus rumos, o rio fez suas curvas, o livro me acompanhou nas mudanças e, hoje, quase 25 anos depois, tenho a oportunidade de começar a aprender de verdade. Tem uma criança que está radiante! 

Não tenho como agradecer o Sensei: Isto vale ouro. 
Domo-arigatou-gozaimashita Sensei! 
sayounara"

25 anos depois esta criança está agora numa das empresas mais cobiçadas do país. 
E 500 anos depois os ensinamentos de Musashi Sensei estão sendo lidos e relidos, treinados e aplicados em todos os países.

01-ago-2007

Descansei

Retornei ontem de um descanso. 
Não, não foi shugyo*, gashuku *ou kangeiko.* 
Foi literalmente, dar uma parada no meio do caminho em meio a montanhas no melhor ar puro que se possa imaginar. Peguei e me encostei a uma árvore e sentei. 
Foi muito bom. Fazia tempo que eu não fazia isto. 
Formado pela junção dos dois ideogramas PESSOA  e ÁRVORE. 
Yassumi
 

shugyo= treinamento espritual 
gashuku = concentração 
kangeiko = treinamento de inverno.

01-ago-2007

Retiro espiritual

NOTA DO EDITOR: o Sensei está em retiro espiritual

 

31-jul-2007

3 tesouros

Recebi mensagem do professor Nilson Carvalho de tai chi chuan:

 "Parabéns ao Instituto Niten, mais específico ao Sensei Jorge Kishikawa. Acompanho o seu trabalho há muitos anos e com sinceridade admiro a sua contribuição ao desenvolvimento desta arte no Brasil. É uma linda modalidade com filosofia e elementos tradicionais."
Nilson Carvalho 
Professor de Tai chi chuan

Há 14 anos, o Método KIR  tem levado o modo de ser dos samurais a todo o Brasil e nas Américas. 
Arte, filosofia e tradição - tesouros que o professor citou e que continuaremos a levar para as futuras gerações.




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